quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (II Coríntios 5:17)

Um ótimo 2009 para todos e que este seja o melhor ano da vida de vocês até agora :)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E a música...

...vai indo. John Neschling deixa a OSESP em 2010, o Centro Tom Jobim passa para as mãos do Santa Marcelina (professores, preparem-se para os testes), continuo de luto pelo Teatro Cultura Artística e o prefeito do RJ tropeçou na inauguração da Cidade da Música. É, 2009 tem tudo para ser um ano cheio de surpresas para músicos, regentes, amantes, jornalistas culturais...

Enquanto isso, nós da EMM de São Paulo só queremos saber se continuamos na Vergueiro ou vamos para o centro :P

sábado, 27 de dezembro de 2008

Senhora em Embu

Aurélia na janela esperando por Fernando (mas com certeza sem um sorrisão desses... ou não?!)
"Não tardou que a notícia da menina bonita de Santa Teresa se divulgasse entre certa roda de moços que não se contentam com as rosas e margaridas dos salões, e cultivam também com ardor as violetas e cravinas das rótulas." Senhora, José de Alencar

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus
ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6)

Feliz Natal! Deus abençoe a família de todos :)!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Capitu

Eu li Dom Casmurro duas vezes (pretendo ler mais dez, se possível): a primeira faz uns dois anos e, ao terminar, eu estava convicta de que Capitu tinha traído, não havia dúvidas. A segunda vez foi no começo deste ano e foi aí que eu fiquei confusa. Não achava mais que Capitu tivesse traído, então por que tinha achado isso antes? Bom, antes que eu ficasse louca com esse dilema, decidi que Machado era mais do que isso e que não adiantava EU tentar entendê-lo depois de 200 anos sem ninguém entender. Por essas e outras que eu fico preocupada com essas adaptações de Dom Casmurro: lendo o livro dá para perceber que não se sabe nada sobre a traição, não sobrou ninguém só o (chato) Casmurro que é corroido pelo ciúmes, sendo assim, por que sempre colocam a Capitu como uma menina que planejava a traição desde os 14 anos?
Fui assistir a minisérie preocupada, mas, depois do primeiro capítulo, nem pensei mais nisso. Mostraram o romance do Bentinho com ela tão sincero e inocente que a traição passava longe dali. A cena da varanda é um exemplo disso, ficou linda, talvez até mais que a do beijo. Sem falar que essa é minha metade preferida do livro, é a parte que eu acho o Bentinho simpático, meio bobo, mas legal. Quando começa o seminário e, pior, quando ele vai para São Paulo, aí já não o aturo mais e acho que tudo é culpa dele (comentário meio preconceituoso...).
O único porém foi o Escobar. Eu amo o Escobar, acho o máximo o discurso das "idéias aritméticas" mesmo não concordando com metade do que ele diz. Depois da entrada triunfal com a música do Iron Man e ainda a amizade entre ele e Bentinho sendo retratada tão bem, achei que estaria tudo certo. Mas este Escobar tinha um "quê" de malvado, a culpa da separação do casal principal parecia ser toda dele. Tudo bem que ele não é a melhor pessoa do mundo, mas eu quero defendê-lo porque, para mim, isso não ficou bem explicado e ele aparentava ser o vilão da história.
Mas o que realmente importa é que foi uma minisérie linda, puro teatro na tv (para quem esperava as ruas de Itaguaí retratadas como são deve ter dado com a cara no muro) e a atuação do Michel Melamed me fez até gostar um pouco do Casmurro. A trilha sonora soou estranha no começo (concerto de Tchakovisky mesclado com heavy metal, hum...) porém nada que não tenha me acostumado. Sem falar das várias cenas que ficaram marcadas, além das que comentei, a do Ezequiel caindo na rua e aparecendo um caixão branco no lugar dele foi chocante oO.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Mangás...

As capas lindas e azuis de Ouran #5 e Sunadokei #4, ambos comprados e lidos essa semana :D

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Jane Eyre para depois

É, não deu tempo. Eu ia renovar o empréstimo, mas a biblioteca está em reforma e agora só em Março (dai-me forças!).
Não pensem que não terminei porque não gostei. O livro é longo, eu estava lendo em ritmo acelerado, porém nos últimos dias não tive tempo e acabei atrasando. Faltam 140 páginas (de 550!) para terminar, vou emprestar em outra biblioteca depois de ler Cinco minutos de José de Alencar (curto como diz o nome :P).
No mais, a história de Jane Eyre é linda *.* O casal protagonista é feio (tirando a Srta. Ingram, acho que todo mundo era feio), mas quem precisa ser bonito com os discursos maravilhosos do Sr. Rochester. E já entendo porque Jane Austen ironizou esses livros góticos em Abadia de Northanger: sempre, a qualquer momento, aparece uma revoada de corvos ou a noite chega com a lua no céu pronta para acolher um lobisomem. É para qualquer um pirar e ficar com medo dos mais simples acontecimentos (agora eu te entendo Catherine Morland!).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Jane Eyre... para depois?

Semana passada passei na biblioteca (é, eu dependo muito de bibliotecas, espero que elas nunca entrem em extinção) e emprestei o livro Jane Eyre, de Charlotte Brontë. A história é muito boa, mas um tanto comprida, não sei se conseguirei terminar até o dia da devolução. Enfim, a Jane ainda tem 10 anos e parece que não vai crescer tão cedo.
Estou pensando agora: o que será das irmãs Brontë quando "exterminarem" o trema do português? É mais um problema que aparece...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Um amor de detetive - Sarah Manson

Nada como uma semana de provas para a cabeça ficar atordoada. E nada como um livro bem "romance mulherzinha" para arejar a cabeça, um destes que você lê em um fim de semana e te faz soltar risinhos tímidos e involuntários quando a mocinha dá conta de que ama o bonitão ou quando o bonitão se confessa para a mocinha.
Enfim, fui a biblioteca a procura de O diário de Bridget Jones, mas quando o segurei desisti de lê-lo e fui procurar outro (é, eu tenho dessas coisas, acho que o livro passa alguma vibração, sei lá). Encontrei Um amor de detetive aonde a protagonista é uma jornalista, por isso peguei este.
A história: Holly é uma jornalista um tanto atrapalhada (por que elas sempre são atrapalhadas?) com uma amiga, Lizzie, atrapalhada tanto quanto ela, pais que moram na Cornualha, e também são atrapalhados, e um namorado, Ben, bonitão e jogador de rúgbi. Holly é sempre encarregada para as reportagens que ninguém mais quer (tipo, funerais de animais de estimação) até o dia em que a colocam no cargo de repórter policial e ela se torna a sombra de um detetive, James Sabine, também bonitão. James está de casamento marcado com uma bonitona (me senti um tanto feia depois deste livro) e a missão de Holly é acompanhá-lo em todos os casos e escrever um diário para o jornal em que trabalha. Tudo esta bem (quer dizer, Holly acaba no hospital umas cinco vezes) até que a jornalista percebe que se apaixonou pelo detetive garanhão.
Na primeira parte do livro eu já estava pensando em desistir do coitado, até que começou a história de uns crimes, o Raposa (nome que Holly dá para o ladrão) que eu não conseguia adivinhar quem era e o romance começou a andar. De repente me vi fascinada pelo livro e não conseguia largá-lo. O final é isso mesmo que vocês estão pensando.
Para completar a história toda bonitinha, as personagens moram na Inglaterra e o livro possui várias citações (algumas que eu não entendi até agora) com direito a até Orgulho e Preconceito. Vou colocar aqui e será tudo resumido, nem precisava ter escrito esse post:

(Lizzie está comentando o diário para Holly)
- Tenho certeza de que a intenção das fotos do jornal era fazer com que
todos pensassem em romance. Saiu uma foto linda na semana passada de vocês dois
rindo, e uma muito boa também sua... - Ela interrompe a frase ao ver minha
expressão. - Em suma, depois de algum tempo o escritório inteiro não falava de
outra coisa. Seu diário todo está sendo analisado. É como se estivessem passando
de novo Orgulho e Preconceito na televisão
(eu assisti!), você se lembra? Meu
Deus! Nós ficávamos tão animadas! No diário vocês parecem Elizabeth e Darcy do
livro!
- Só que Darcy acabou se casando com Elizabeth - eu disse.
- É mesmo. Talvez vocês não sejam exatamente como eles.
- Não, Lizzie, não somos como eles, SOMOS? - Minha voz subiu perto de uma
oitava no final. - Porque, ao que eu me lembre, Elizabeth não viu Darcy casar-se
com a peste da srta. Havisham
(tento lembrar de quem é esse sobrenome)? NÃO É
MESMO? Acho que os leitores reclamariam se isso acontecesse, não é?
- Essa personagem é de Dickens, querida
(pergunta respondida) - diz a minha
mãe.
- AS PESSOAS GOSTAM DE FINAL FELIZ - eu grito.
- A srta. Havisham é de Grandes Esperanças, de Dickens.
- Que se dane a srta. Havisham! - digo, tirando Morgan (um cachorro) do meu
colo e me levantando.

A leitura como um bruxo

Nos últimos anos o mercado editorial foi atacado por livros para os adolescentes, um público aberto as novidades e fiel aos ídolos que cria. De Meg Cabot e suas heroínas descoordenadas até os doces vampiros de Stephenie Meyer, sem dúvida J.K.Rowling foi aquela que, em meio a tantos títulos, conseguiu manter fãs e vendagens inimagináveis.
O público-alvo do jovem bruxo é aquele conhecido por “ler o que a escola manda” e aventurar-se muito mais em mídias eletrônicas do que na leitura. O que leva adolescentes as livrarias numa noite de estréia? A fórmula de Harry Potter mostra um universo irreal onde a verdadeira mágica, o poder do amor, sobrevive. Não seria uma retomada de valores dos contos de fada?
Rowling acordou a imaginação de muitos, porém todo escritor possui suas fontes, livros que formaram a base de uma saga. A esperança é de que os leitores do bruxinho não se fechem neste universo, mas procurem novos mundos mágicos. Tolkien, Lewis e outros estão nas livrarias há muito tempo e que a mágica de Harry possa incentivar estas e outras leituras para seus fãs.
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Escrevi este texto para a prova de Comunicação e Cultura, achei legal e resolvi coloca-lo aqui (motivos egoístas, eu sei...) O tema era A cultura Harry Potter (eu nunca li/ assisti Harry Potter), tirando umas ou outras palavras repetidas, acho que tratei bem o tema, mesmo que tenha fugido um pouco em algumas partes (depois destes comentários começo a achar que não ficou tão bom =/)