segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Um amor de detetive - Sarah Manson

Nada como uma semana de provas para a cabeça ficar atordoada. E nada como um livro bem "romance mulherzinha" para arejar a cabeça, um destes que você lê em um fim de semana e te faz soltar risinhos tímidos e involuntários quando a mocinha dá conta de que ama o bonitão ou quando o bonitão se confessa para a mocinha.
Enfim, fui a biblioteca a procura de O diário de Bridget Jones, mas quando o segurei desisti de lê-lo e fui procurar outro (é, eu tenho dessas coisas, acho que o livro passa alguma vibração, sei lá). Encontrei Um amor de detetive aonde a protagonista é uma jornalista, por isso peguei este.
A história: Holly é uma jornalista um tanto atrapalhada (por que elas sempre são atrapalhadas?) com uma amiga, Lizzie, atrapalhada tanto quanto ela, pais que moram na Cornualha, e também são atrapalhados, e um namorado, Ben, bonitão e jogador de rúgbi. Holly é sempre encarregada para as reportagens que ninguém mais quer (tipo, funerais de animais de estimação) até o dia em que a colocam no cargo de repórter policial e ela se torna a sombra de um detetive, James Sabine, também bonitão. James está de casamento marcado com uma bonitona (me senti um tanto feia depois deste livro) e a missão de Holly é acompanhá-lo em todos os casos e escrever um diário para o jornal em que trabalha. Tudo esta bem (quer dizer, Holly acaba no hospital umas cinco vezes) até que a jornalista percebe que se apaixonou pelo detetive garanhão.
Na primeira parte do livro eu já estava pensando em desistir do coitado, até que começou a história de uns crimes, o Raposa (nome que Holly dá para o ladrão) que eu não conseguia adivinhar quem era e o romance começou a andar. De repente me vi fascinada pelo livro e não conseguia largá-lo. O final é isso mesmo que vocês estão pensando.
Para completar a história toda bonitinha, as personagens moram na Inglaterra e o livro possui várias citações (algumas que eu não entendi até agora) com direito a até Orgulho e Preconceito. Vou colocar aqui e será tudo resumido, nem precisava ter escrito esse post:

(Lizzie está comentando o diário para Holly)
- Tenho certeza de que a intenção das fotos do jornal era fazer com que
todos pensassem em romance. Saiu uma foto linda na semana passada de vocês dois
rindo, e uma muito boa também sua... - Ela interrompe a frase ao ver minha
expressão. - Em suma, depois de algum tempo o escritório inteiro não falava de
outra coisa. Seu diário todo está sendo analisado. É como se estivessem passando
de novo Orgulho e Preconceito na televisão
(eu assisti!), você se lembra? Meu
Deus! Nós ficávamos tão animadas! No diário vocês parecem Elizabeth e Darcy do
livro!
- Só que Darcy acabou se casando com Elizabeth - eu disse.
- É mesmo. Talvez vocês não sejam exatamente como eles.
- Não, Lizzie, não somos como eles, SOMOS? - Minha voz subiu perto de uma
oitava no final. - Porque, ao que eu me lembre, Elizabeth não viu Darcy casar-se
com a peste da srta. Havisham
(tento lembrar de quem é esse sobrenome)? NÃO É
MESMO? Acho que os leitores reclamariam se isso acontecesse, não é?
- Essa personagem é de Dickens, querida
(pergunta respondida) - diz a minha
mãe.
- AS PESSOAS GOSTAM DE FINAL FELIZ - eu grito.
- A srta. Havisham é de Grandes Esperanças, de Dickens.
- Que se dane a srta. Havisham! - digo, tirando Morgan (um cachorro) do meu
colo e me levantando.

Um comentário:

Elaine disse...

Parece bem legal mesmo!

Ah, e sou jornalista e atrapalhada. Vai ver que é pré-requisito para a profissão!