quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Terra das Sombras - Meg Cabot

Eu não gosto de ler no computador! Meus olhos ardem, é muita luz e eu pisco até enquanto durmo. Por isso é estranho eu ter lido um livro inteiro no Word.

Mas esqueçam meus tormentos, é sobre a história que eu deveria falar. Terra das Sombras é o primeiro volume da coleção A Mediadora de Meg Cabot. Sempre quis ler algo dela, porém nunca consegui. Não tenho vontade de ler O Diário da Princesa por causa do filme; comecei Todo Garoto Tem no pc, era legal mas não tive paciência; li até a metade O Garoto da Casa ao Lado e a história ficou enrolando e desisti. Finalmente achei um que me interessou, ao menos um pouco.

O livro conta a história do ponto de vista da Suze, adolescente de 16 anos que consegue ver fantasmas e, se eles estão por aqui, é porque não cumpriram sua missão para partir para "o outro lado" que Suze não tem a menor idéia do que ou onde seja, já que a menina não é religiosa praticante de nada. O pai dela já faleceu, sua mãe resolve casar-se novamente e elas saem de Nova York para a Califórnia e passam a morar com Andy e seus três filhos que Suze gentilmente chama de Mestre, Dunga e Soneca (só o Mestre é mais novo que ela, os outros dois são adolescentes também). Já na nova casa a menina encontra um "fantasma latino bonitão" chamado Jesse que mora em seu quarto. Na escola católica ela conhece o padre Dom que também é mediador e uma fantasma muito chata (verdade, a menina é insuportável...) que se suicidou por causa de um namorado e fica atazanando a vida da Suze.

Essa é a historinha. A Suze rouba a cena já que ela é normal, sem aquelas frescuras de "a mais popular da escola", mas sem deixar de lado que ela gostaria de ser um pouco mais conhecida. A menina fala o que quer e não tem medo de dar uns socos no fantasma mais próximo. O Jesse, que faz o futuro par romântico e deveria ser tão importante quanto a protagonista, não fez muita diferença. Lógico, o garoto é lindo falando hermosa, salva a Suze de umas enrascadas, mas aparece só algumas vezes e não interfere na trama. Além deles, todas as personagens são muito carismáticas, você gosta e ri de cada uma delas, desde o Padre Dom até a amiga albina Cee Cee. Com exceção da "fantasma líder de torcida chata" Kelly que quer matar o namorado e acabar com a vida da Suze, que usa todos os meios para se livrar dela (até um exorcismo "a moda brasileira", me poupem, quase desisti de terminar a história).

O livro tem todo aquele clima high school, mas de um jeito diferente já que não é sempre que alguém encontra espíritos por aí. É uma leitura despretenciosa para quem procura um romance adolescente e não sabe qual escolher. Continuarei lendo a série (coitado dos meus olhos...) porque a história terminou MUITO aberta e com várias perguntas sem respostas, agora estou curiosa :/

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Voltei!

Sumi um pouco nos últimos dias (mas esperem chegar o final do semestre, aí saberão o que é sumiço), de quinta a domingo eu estava em Curitiba, fui para lá com meus pais e minha irmã. Em Janeiro é costume aqui em casa fugir de praias lotadas, farofa e manter o bronzeado cor de neve que cultivamos o ano inteiro.
Estou colocando algumas fotos no Flickr (inaugurando...) mas aí em cima tem seis lugares que visitamos. Por que escolhi esses? Cada um é homenagem para um país diferente, então vamos a eles: 1. Bosque Alemão, essa casa é um Oratório a Bach e o local tem um bosque que conta toda a história de João e Maria, muito fofo. 2. Praça do Japão. 3. Praça da Espanha. 4. Memorial Ucraniano. 5. Bosque de Portugal, com várias citações de poetas portugueses e brasileiros entre as árvores. 6. Memorial Polonês ou Bosque do Papa (por causa do João Paulo II para quem não pegou a idéia). Tinha um Portal Italiano que estava fechado, só abre para festas... bem italiano mesmo :P

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Yes, we can ;)


Hoje foi o dia de George Bush contar todos os segredinhos da Casa Branca para Obama (desde onde é o banheiro secreto do presidente até porque começou a guerra). Aquele que decepcionou a todos está saindo e um que tem grandes chances de decepcionar está chegando. Por que? Não que ele vá fazer algo errado, mas a popularidade ultrapassou limites e isso significa que qualquer deslize pode acabar com a imagem perfeita do presidente. Enfim, é esperar para ver... Aliás, as filhas dele já devem se considerar as princesas da América, tiveram até uma festa de posse (sendo que o pai que ganhou, vai entender)

Confesso que na época das eleições fiquei com dó do McCain, ele tem uma cara de vovô e nem teve chance, o discurso sobre ter participado na guerra também não ajudou muito.

Voltando aos EUA, eu não sei se é crise, promoção de Natal que acabou ou minha pequena sorte, mas estava planejando comprar alguns livros e os preços saltaram de 20 reais para 33 ou mais. Sem comentários, só queria expressar a revolta :P

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Segredo por segredo

A confissão, para quem não sabe, eu gosto das músicas dos Jonas Brothers, e falo mesmo sem timidez. Bom, talvez um pouco, dependendo da ocasião, não pega muito bem uma menina grandona como eu, com amigos cults que curtem MPB, gostar de uma banda da Disney com meninos bonitinhos. Mas é verdade, e eu gosto tanto deles como gosto de ouvir Rachmaninoff ou Gershwin (concordo, soa estranho).
Tá, mas não é sobre isso que eu quero falar. Em meio as dezenas de tópicos que abrem na comunidade do Orkut sobre eles, encontrei um com este artigo. Não sei quem é esse colunista, mas o "currículo" dele ali embaixo não me agradou ("costumava quebrar discos ruins no programa Superpop", hmm...) Mesmo assim eu li e concordei com vários tópicos.
Primeiro, ser fã tornou-se tudo isso que ele disse: é visto como um alienado, só pensa no astro, etc, etc. Sim, e eu concordo, o que você vê de fã agindo"estranho" por causa de um cantor/banda, não dá para contar (Madonna/ McFly/RBD que o digam, para ficar nos do ano passado). Mas tem aquilo que ele chamou de admiradores e isso parece que tem gente que não entende. O público QUER ser chamado de fã, não percebe a singela diferença entre uma palavra e outra. E isso que faz com que eu sinta vergonha ao comentar que gosto de músicas como as dos Jonas, já me imaginam vestindo uma camiseta com a cara deles e carregando um cartaz "Jonas, marry me!" Não é nada disso, e eu digo: ouço a música deles sim, e nem por isso vivo um amor platônico. Sinceramente, até que não haveria mal algum em ser chamado de "fã", desde que a imagem deles não estivesse ligada a um esteriótipo. Fã e admirador, no fundo, era para ser tudo igual.
Ah, uma coisa que não concordei, ficar horas em uma fila pode ser atitude de um admirador: em um mundo feito de filas como o nosso, até para curtir uma musiquinha ao vivo é preciso esperar.
Imagino que muitos dos que lerem esse post não gostam dos Jonas Brothers, então pensem naquela paixão que você tem escondidinha em casa, dentro da gaveta e mais ninguém sabe já que a vergonha de ser conhecido como um fã é muito grande. A mesma coisa colega :/
ps: créditos do título ao Machadinho ;)
ps2: Foto da única revista que eu comprei com eles na capa (por causa do tamanho, é grande oO)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Emma... again!

E lá vamos nós, outra vez... Comecei a ler Emma no início de dezembro, cansei da história depois que acertei que a Harriet não ia ficar com Sr. Elton (ou é Jane Austen demais ou acertei no chute mesmo... voto no primeiro). Li outras coisas, mas o livro sempre estava por perto, olhando para mim e dizendo "Como você pode trocar Austen por outros autores? Que vergonha Bárbara, que vergonha!" Para acabar com as ameaças resolvi dar uma segunda chance e terminar logo de uma vez.
Melhorou, agora a leitura parece fluir. E lógico, como é Jane, sempre tem uma personagem insuportável (Lucy Steele, Mr. Collins...) e neste parece ser a Sra. Elton ¬¬

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Bobeirinhas de férias


Só agora para eu desenhar alguma coisa, mesmo que sejam esses rabisquinhos como o da foto :P

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uns e outros


(post um pouco desabafo, pode ficar confuso :P)

Férias, aproveitei para ir até o CCSP e sair a caça de livros e partituras. Na fila da xerox ouço a conversa de uma mulher com um rapaz que leva o violino nas costas: "Minha filha fará o teste para piano na Municipal" (vejo os estudos de Anna Magdalena Bach na mão dela) O moço, não querendo ficar para trás, disse que estudava na UNESP e comentou algo sobre a ULM (eu estava ouvindo a conversa dos outros, fica difícil entender :P) A mãe continuou: "Minha filha fez um ano de violino na ULM e toca na Orquestra do Bacarelli. Ela tem habilidade para ser maestrina por isso já está tendo a formação. E eu acho que isso é talento, nasce com a pessoa, eu não estudo música e ela tem o dom." Na hora saio a procura da menina e vejo uma garotinha de 9 anos com vestido cor-de-rosa (*hífen :/*), cabelo preso e correndo de um lado para o outro.

Hum, não sabia o que pensar. De um lado, se a garota gosta de música deve ser a maior alegria dela ir até a aula, tocar na orquestra, cuidar das musiquinhas. Lembro de mim quando tinha 9 anos e comecei na flauta-doce. Por outro lado, eu só tocava flauta-doce, ela já toca violino, piano e está tendo formação para ser maestrina (!) Imagino se aos 18 ela mudar de idéia e decidir estudar outra coisa. Tudo bem, no caso é quase impossível, então penso no outro lado. Penso nos outros estudantes que só foram saber o que era maestro quando realmente decidiram o que queriam tocar, naqueles que viram em suas aulas de "musicalização infantil" uma nova brincadeira, algo divertido, que é como a música deve ser. Não estou falando que a mãe estava errada (mesmo que eu ainda não tenha idade para entender as mães), pelo contrário, acho que é lucro investir desde cedo no que o filho gosta. Só que essas situações me fazem pensar o porquê de uma grande maioria imaginar que o mercado musical não é difícil. Temos aqueles que estudam a vida inteira para terem uma chance, temos os outros que descobrem sua vocação mais tarde (e precisam esforçar-se mais, mas nada impossível) e ainda aqueles que conseguem gravar até o "funk de uma palavra só" (e isso é o que dá raiva...).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Keep your mind wide open...


Aparelho autônomo de respiração para mergulho
Eu sigo em frente e bem devagar, um mundo lindo e inexplorado abaixo de mim. Flutuo silenciosamente e o som da minha respiração quebra o silêncio. Acima de mim, nada além da luz trêmula que é do lugar de onde eu vim, e é para lá que eu voltarei depois.
Estou mergulhando, eu sou uma mergulhadora. Vou mais fundo, vejo pedras rugosas e algas escuras. Na imensidão azul, um cardume de peixes prateados espera. Enquanto estou nadando, bolhas saem de mim e sobem oscilando como se fossem águas vivas.
Verifico o oxigênio, não tenho o tempo que precisava para apreciar tudo, mas é isso que torna a experiência especial.

Filme lindo, imagem linda e texto lindo (poucos adjetivos...) Créditos a minha irmã, Beatriz, que copiou tudo :)

domingo, 11 de janeiro de 2009

"cada vez que se executa uma peça deve-se fazê-lo com o frescor do primeiro encontro e a intensidade do último".
Acho que abri o post somente por causa dessa frase. Daniel Barenboim é um ótimo pianista (apesar de não parar de mexer a cabeça, mas todos tem seus tiques :D) e quando eu podia até assistia as masterclasses dele na tv. O interessante, como já está escrito nesta matéria, é o comentário que ele faz sobre gravações: "Logo ele, um músico que grava tanto, ataca asperamente a gravação, pois 'ela preserva o que não pode ser preservado'. Ou seja, no concerto o espectador pratica uma escuta ativa; ao ouvir uma gravação, simplesmente ouve. A música transforma-se em papel de parede sonoro." Também enfatizo a seguinte frase: "Barenboim rejeita o conceito de interpretação musical, fala em 'realização física da partitura'". Até deu uma vontade de encontrar este livro, mas tenho um pouco de medo dos teóricos da música, ainda mais quando envolvem política :P Bom, quem sabe QUANDO sair em português.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cinco Minutos - José de Alencar


"Non ti scordar di me!"

"A idéia de que estava perto dela, que via a luz que a esclarecia, que tocava a relva que ela pisara, fazia-me feliz."

"(...) por curta que seja a minha existência, teremos vivido por cada minuto séculos de amor e de felicidade."

Cinco Minutos começou a ser publicado na forma de folhetins em 1856 e foi a estréia de José de Alencar na ficção. Veio antes de tudo, antes até de Iracema que quase todo mundo é obrigado a ler para a escola por ser a "expressão máxima" do indianismo. A verdade é que eu não vou com a cara da Iracema (Pocahontas brasileira), não gostei do livro, mas nem por isso deixei Alencar de lado. Não tenho muito ânimo para ler outro romance indianista, porém os romances urbanos me cativaram: Senhora, Diva, etc. e Cinco Minutos.

O engraçado é que a história não tem nada de espetacular e por isso conquista o leitor: um homem perde seu ônibus por causa de cinco minutos e pega o próximo. Senta-se perto de uma mulher que tem o rosto escondido e, mesmo um não conhecendo o outro, eles começam a trocar carícias, chegando a até um beijo no ombro da moça (OH!). A "misteriosa" sai do ônibus deixando como lembrança ao amante somente o odor de seu perfume e a frase "Non ti scordar di me!" (Não te esqueças de mim!) da ópera Il Trovatore de Verdi. O homem sai a procura da amada e depois de encontros e desencontros recebe uma carta escrita por ela onde explicava que sofria de uma doença incurável e não queria entregar-se ao amor sabendo que logo morreria e decepcionaria o querido dela. O moço vai atrás mesmo assim não se importando com os males que pudesse sofrer. Depois de até se perder no meio do mar, os dois conseguem ficar juntos e quando a mulher estava a um passo do último suspiro eles se beijam e ela sente a vida retornar ao seu corpo. E viveram felizes para sempre...

Acabou, o livro é só isso. Parece um tanto fantasioso, como escreveu Carlos Moisés nos comentários da edição "uma armação até simplória, para enganar as mocinhas sonhadoras de quase um século e meio atrás". Porém o livro adquire nossa confiança apesar de saber que quase nada poderia acontecer como está descrito; ficamos com um sentimento de contos de fada querendo que no final tudo dê certo. É uma história quase atemporal feita para qualquer um que sonhe com romances onde as personagens terminam juntas e com seus sonhos realizados. *.*

PS: a foto é da edição da FTD lançada em 1999 e que eu comprei por 3,00 reais na Bienal \o/

sábado, 3 de janeiro de 2009

Saldo 2008

Tudo que li e o que não li... a gente ignora :B
Primeiro livro do ano, "nada mais nada menos", Crônicas de Nárnia: O sobrinho do mago (C. S. Lewis) só para iniciar bem 2008. Depois entrei em uma fase nonsense demais: Alice no País das Maravilhas, Alice através do espelho (Lewis Carroll) e O guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams). Podem admitir, eu estava pirada para ler três livros "viajados" (literalmente...) de uma vez só.
Voltando a realidade, li Dom Casmurro (Machado de Assis) e, como já estava apaixonada pelo casal BentoxCapitu, cai em Little Women ("Mulherzinhas" ¬¬, Louisa May Alcott) que é lindo. Embalada pelos romances históricos li Razão e Sensibilidade (Jane Austen), mais um CDN: Princípe Caspian (C. S. Lewis, por causa do filme que ainda não vi...) e voltei para os romances: Abadia de Northanger (Jane Austen), Senhora *.* (José de Alencar), O corcunda de Notre Dame (Victor Hugo), Diva (José de Alencar), mais CDN: A viagem do Peregrino da Alvorada (C. S. Lewis) e Orgulho e Preconceito (Jane Austen, de novo).
Por motivos acadêmicos (oh...) li Linguagem e Persuasão (Adilson Citelli), A arte de fazer um jornal diário *.*² (Ricardo Noblat) e A Ilha (Fernando Morais).
Para aliviar a tensão no final de ano, Um amor de detetive (Sarah Mason, todos tem direito ao seu momento chick-lit) e Cinco Minutos (José de Alencar).
Foram 19 livros ao todo. Nada mal, sem contar os inacabados e a infinidade de textos. Acho que não li mais porque desisto rápido de alguns livros, se não me empolgo nas primeiras páginas paro de ler e só mais tarde volto para terminar.
As surpresas? José de Alencar me amedrontrou com Iracema e eu estava com medo de Senhora, descobri que é lindo e maravilhoso (palavras fofas para expressar minha emoção). Também estava com medo de livros-reportagem e A Ilha me cativou. E aquele que não gostei foi o do Corcunda, idade média demais para o meu gosto :P
Para 2009? Ler a Bíblia, pelo menos terminar os livros que já comecei, ler todos Jane Austen que faltam e finalizar CDN. Com "só" isso já fico feliz :)