domingo, 11 de janeiro de 2009

"cada vez que se executa uma peça deve-se fazê-lo com o frescor do primeiro encontro e a intensidade do último".
Acho que abri o post somente por causa dessa frase. Daniel Barenboim é um ótimo pianista (apesar de não parar de mexer a cabeça, mas todos tem seus tiques :D) e quando eu podia até assistia as masterclasses dele na tv. O interessante, como já está escrito nesta matéria, é o comentário que ele faz sobre gravações: "Logo ele, um músico que grava tanto, ataca asperamente a gravação, pois 'ela preserva o que não pode ser preservado'. Ou seja, no concerto o espectador pratica uma escuta ativa; ao ouvir uma gravação, simplesmente ouve. A música transforma-se em papel de parede sonoro." Também enfatizo a seguinte frase: "Barenboim rejeita o conceito de interpretação musical, fala em 'realização física da partitura'". Até deu uma vontade de encontrar este livro, mas tenho um pouco de medo dos teóricos da música, ainda mais quando envolvem política :P Bom, quem sabe QUANDO sair em português.

2 comentários:

Elaine disse...

Eu rebateria dizendo que a gravação, na verdade, populariza a execução e a torna acessível a um público maior (os melhores recitais e concertos têm ingressos bem salgados).

É lógico que a experiência não será a mesma, se empobrecerá um pouco, mas, ainda assim, é válida.

Cookie & Cake disse...

Eu ia comentar isso no post, mas acabei nem escrevendo sobre...
Eu concordo com você Elaine, melhor uma gravação para uma maioria conhecer e aprender a gostar de música clássica do que um concerto para uma meia dúzia que pode pagar.

Pronto, desabafei :P