quarta-feira, 29 de abril de 2009

O filme da minha vida


Não consigo me lembrar de algum filme que tenha me marcado muito para ser aquele "da minha vida". Como já disse aqui, eu amo cinema, mas sou pobre de informações. Sem falar que, dos filmes aos quais assisti e gostei, não consigo escolher apenas um. Mas... escolhi.

Decidi regitrar um filme pouco conhecido, porém, até onde sei, algumas escolas passam aos alunos e eu acho essa iniciativa ótima. Para começar, Bang, bang, você morreu não tem nada a ver com faroeste americano ok?!
A história é sobre Trevor Adams, um estudante do colegial que, cansado de ver diariamente os "populares" maltratando outros alunos e todas as panelinhas formadas na escola, resolve fabricar uma bomba para matar o time de futebol do colégio (sim, ele passa a receita da bomba). Trevor desiste desse ato, mas a história já acarretou diversas mudanças no estabelecimento e é ai que o filme começa: vemos cenas gravadas por Trevor enquanto ele chega a escola que colocou seguranças e detectores de metais nas portas. O protagonista é rejeitado pela atitude que em algum momento pensou em tomar, mas isso não faz diferença, já que, antes do incidente, ele já era deixado de lado por todos e isso não parecia incomodá-lo, ao contrário, ele preferia.
Trevor é o melhor aluno das aulas de video, várias vezes seguimos a história dele através de suas gravações pessoais. O professor, Sr. Duncan, percebe o quanto Trevor é rejeitado e excluído e decide chamá-lo apara atuar como protagonista na peça que dá nome ao filme. Trevor, em um primeiro momento, não aceita; porém, ele conhece Jenny, uma aluna nova que resolve apoia-lo. Juntos, eles participam da peça de teatro e criam uma revolta na escola, já que os pais dos estudantes não aceitam uma peça que conte a história de um rapaz que assassinou os próprios colegas e depois cometeu suicidio (muito menos com o protagonista sendo o possível agente do crime).

É um filme bonitinho, cuti-cuti? Não. Tem cenas pesadas? Hum, não pesadas do tipo estourar a cabeça de um, cortar a mão do outro. É pesado no sentido psicológico: você sente agonia quando Trevor coloca a cabeça dentro de um forno ou quando ele está prestes a se enforcar e quase perde a chance de mudar de ideia. Também não é nada legal ver a cena em que Jenny parece morrer ou quando imaginamos um popular dentro do barril que recebe tiros. Sou sincera, não gosto de filmes que mostrem cenas pesadas, mas quando elas fazem sentido para mim, eu até aguento. Assisti ao filme há mais de 4 anos e certas imagens ainda aparecem nitidamente em minha cabeça.

O filme termina com a peça de teatro que, após todo o sofrimento, emociona qualquer um. Este teatro, aliás, já foi encenado em diversas escolas ao redor do mundo, é só dar uma conferida no Youtube (o script em português está aqui).

Bang, bang, você morreu retrata sobre bullying, uma realidade negada por muitos, mas que existe em diversas escolas. Quem não se lembra dos "tiros em Columbine" ou do drama japonês Life? O bullying é real e Trevor só era mais um aluno que não sabia como sair dessa rede que o feria tanto. Felizmente, ele se libertou antes de ferir aos outros também.

terça-feira, 21 de abril de 2009

5 dias

Desde o último post, quer dizer, os últimos dois posts, eu deixei de ter prova de Filosofia, fui convidada para a festa de 20 anos da minha amiga, soube que terei prova de teoria com o acorde demoníaco (leia post abaixo), fiquei com vontade de passar na livraria e comprar o primeiro livro que aparecesse na minha frente, coloquei o blip.fm ali embaixo no blog para atualizar com as músicas estranhas que ás vezes surgem na minha cabeça e não saem, percebi que o blogger ficou doido porque eu não conseguia ver atualizações e nem publicar comentários (só hoje ele normalizou), assisti uma palestra com um crítico gastronômico, pensei em uma pauta perfeita e acabei ficando com a reportagem sobre adoção de animais (sendo que eu nem sou muito daquelas que pensa diariamente sobre os pobres bichinhos, já que tenho medo de praticamente todos eles), fiquei responsável de diagramar o jornal da minha sala (desmaia...), passei um sábado na moleza, assisti um clipe da Taylor Swift que lembra Orgulho e Preconceito, tive aula de flauta no domingo, dei parabéns para minha mãe (*.*), assisti A Montanha Enfeitiçada atendendo a pedidos da minha irmã, ainda não terminei Oliver Twist, afoguei em Filosofia, já que a prova passou para essa semana, e comecei a viajar na maionese junto com Descartes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Coisas que só a gente entende

Ser um bom músico, um dos bons de verdade, que estuda em Conservatório e tal, acarreta ter que estudar Teoria Musical. Em teoria (a aula :P) você aprende a dividir o tempo das figuras (fazendo ta ta taaaa), reconhecer uma nota quando tocado no piano, enfim, essas coisas que, com o instrumento em mãos, o estudante faz de olhos fechados, mas na hora de passar para o papel, reconhecer a nota e ligar o ouvido (sim, eu acho que as vezes a gente liga o ouvido), bom, um conselho... estude, e muito :/ Apesar da dificuldade inicial (e final, porque as coisas podem piorar) é uma aula divertida, claro, para os músicos, porque nós achamos interessante saber que um intervalo de quarta aumentada era considerado demoníaco na Idade Média (eu acho legal tá?!)
Em uma dessas aulas a professora toca uma nota e o menino descobre na hora qual é.
Professora: Oh, será que nós temos um?
Aluno: Um o quê?
P: Ouvido absoluto. Vamos ver, que nota é essa?
A: *pensa* Fá
P: E essa?
A: Ahn...
P: Fale a primeira que você imaginou que era.
A: Si?!
P: É, ele tá aí (o ouvido absoluto), só precisa treinar.
Nunca vi aquela sala tão quieta, acho que se ele acertasse mais algumas notas, todo mundo começava a construir um altar. São coisas que para qualquer um não tem a menor importância, mas na hora eu até senti uma certa emoção :B

Para a minha vida melhorar

OK, é inútil, mas eu precisava postar. Para minha vida ser perfeita (oh, hipérbole...) eu farei um desses; incrível como eu sou terrível para dobrar uma camiseta, sempre preciso passar de novo. Sem falar que essa musiquinha deixa qualquer coisa mais animada :P

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prazer

(Postagem para a Tertúlia Virtual)

Prazer é tudo aquilo que você faz e te traz felicidade. Parece boba e clichê essa minha definição, mas é isso mesmo que eu acho. Não importa se os outros vão gostar, desde que não prejudique ninguém (não vou incentivar um pensamento hedonista aqui né?!), todos têm o direito de sentir prazer a sua maneira.
Melhor do que isso é aprender a encontrar prazer nos detalhes. Quem espera por muito, provavelmente nunca conseguirá ser feliz por completo. As crianças se animam de ganhar um jogo de pega varetas, já os mais velhos se não conseguirem comprar uma Ferrari nunca estarão felizes. O correto é sempre querer mais, lógico, você precisa melhorar em tudo, mas isso leva um tempo. Enquanto isso, sinta prazer naquilo que você possui.
Os filósofos diziam que uma pessoa virtuosa não deve seguir seus desejos, seu prazer, mas agir somente pela razão. No fundo eles estavam certos, quando fazemos aquilo que nos traz prazer, nunca queremos parar e o mundo pode dar voltas e voltas e estamos lá, felizes, sem se preocupar com o amanhã ou com a conta para pagar. Infelizmente a vida não é assim (sério? Joguei um balde de água fria), já que tudo, em excesso, faz mal. Por isso, sinta prazer diariamente, moderadamente vai tudo bem (esse finalzinho ruim acabou com o prazer de todo mundo hein?!)

PS: A foto está estranhérrima, mas tem várias coisas que me trazem prazer, então vai essa mesmo :P

domingo, 12 de abril de 2009

Páscoa

"Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no
ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no
coração da terra." (Mateus 12:40)
"O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós
matastes, pendurando-o num madeiro." (Atos 5:30)
"e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida
juntamente com Cristo, -pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos
ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;"
(Efésios 2:5,6)

Feliz Páscoa a todos :D Acho que os versículos acima já explicam o que a Páscoa simboliza para mim.

PS: a imagem é um banner que eu aprendi a fazer na aula de informática. Eu entendo bastante de computador, mas sobre photoshop não sei nada, qualquer coisa que eu faço é uma alegria (infelizmente, o banner não encaixa no post, por isso está torto. Original.)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tudo o que é sólido pode derreter

Tudo o que é sólido pode derreter é a nova aposta da TV Cultura para atrair o público adolescente. O primeiro episódio vazou para o Youtube e parece que o canal não se preocupou muito em tirar os vídeos, já que eles ainda estão por lá (aí em cima, a primeira parte de três). A série conta a história de uma adolescente que acabou de entrar no Ensino Médio, cada episódio mostra o cotidiano da menina misturado com livros que ela lê e, pela matéria da Folha, serão só livros exigidos por vestibulares. O primeiro episódio me lembrou as séries da Disney: a protagonista não tem nada de especial, a menina popular não é lá muito simpática, enfim, esses detalhes. Seria uma série dessas se, de repente, a personagem não começasse a falar sobre o livro e o autor, poderiam ter feito de forma mais discreta. A trilha sonora e o primeiro episódio, como um todo, me pareceu bem feito e as personagens são reais, sem aquela coisa de colocar todo mundo como um santo que não pensa bobagem (jogue a primeira pedra quem já não ficou com raiva por terem aumentado o preço do lanche da cantina). Também gostei do tio da protagonista, ele começa a série, hum... morto, mas ela sempre se lembra das histórias contadas por ele e as leva para a vida.

EDIT: Escrevi o post e esqueci de comentar o mais óbvio: a série estreiou ontem e vai ao ar toda sexta-feira as 19:30, mas, como a Cultura está ficando moderninha, dá para assistir os episódios online (site bonitinho não?!).

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Desafio ²

A Janna (Livros Pura Diversão) me passou mais este desafio.
Regras:
Agarrar o livro mais próximo.

Abrir na página 161.
Procurar a quinta frase completa.
Colocar a frase no blog.

Indicar 5 pessoas para continuar a tarefa. (pulo esta última parte, mas quem quiser participar sinta-se a vontade :D)

O problema é eu achar um livro no meio das minhas coisas, da minha mãe, do meu pai e da minha irmã (é um computador para todo mundo, já imaginou a cena né?!) O livro mais próximo é O Livro da Arte (ed. Martins Fontes), filha de professora de Educação Artística dá nisso.

Pag. 161, quinta frase: "Famoso como desenhista e por seus manuscritos iluminados, Fouquet, um dos mais importantes pintores franceses do século XV, viajou para a Itália, onde viu quadros de Piero della Francesa e outros artistas da Renascença."

Para vocês entenderem, em cada página esse livrinho coloca um pequeno texto sobre um pintor e comentários sobre um quadro; é bem legal para quando você quer ter certeza sobre a obra de um pintor ou descobrir alguma curiosidade. O quadro (que eu não gostei tanto assim :P) é este, Virgem e menino, de Jean Fouquet.

É, esse blog também é cultura...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Paul, Ringo e Kevin Arnold

Eu não sou uma fã dos Beatles porque não conheço muitas músicas deles, só sei daquelas um pouco mais famosas como Yesterday e Yellow Submarine. Nada além dessas conhecidas, mas tenho certeza que, com um pouco de pesquisa, eu iria gostar de várias, as músicas deles são animadinhas e lembram um dia de sol (é, eu gosto de Here comes the sun). Esse vídeo, gravado ontem, deve se tornar um clássico daqui uns tempos.

Quando eu ouço With a little help from my friends não lembro primeiro dos Beatles, antes de tudo lembro de Anos Incríveis. Quando começa a música (na série cantada pelo Joe Cocker), já sinto o fim da tarde, sentada na sala de casa, vendo aquele vídeo caseiro que era a abertura da autobiografia do Kevin Arnold. Não assisti a série na primeira vez que passou, mas aproveitei cada episódio como se ninguém conhecesse. Anos Incríveis mostrava a história de um adolescente sem esconder as decepções, alegrias, falhas e decisões que todos precisam atravessar. Não esqueço o episódio da aula de piano em que eu chorei e conheci o Canon em Ré Maior de Pachebel.

sábado, 4 de abril de 2009

Batalha de fãs

Esse show dos Jonas Brothers está pior que o da Madonna (e eles nem tem 50 anos...) Primeiro porque a pista Amarela - a mais próxima - está custando 600 reais (!). Segundo porque a meia entrada para essa pista acabou em 4 horas, ou seja, para sentir até o suor dos garotos, só desembolsando mais que um salário mínimo. A crise passou longe hein?!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Devaneios musicais


Ouçam a introdução de Cantaloupe Island (Herbie Hancock) e comparem com a introdução de Nothing ever hurt like you (James Morrison) Só eu achei parecido? Quando ouvi a música do Morrison lembrei na hora de Cantaloupe, tenho medo que isso seja um delírio.

Mas já que estamos falando disso, já aconteceu várias vezes de eu lembrar de partes de músicas enquanto ouço outra música (essa frase ficou horrível hein?!). Aí quando alguém comenta esse fato, aparece um ou outro acusando o artista de plágio ou que não tem criatividade. Já dizia nosso colega Aristóteles que não há nada de novo para ser criado, tudo é cópia de algo anterior. Se na época dele era assim, imagina agora.

Sem falar que é bom reconhecer que um vários cantores não surgem porque sabem rimar (Eu vou fazer um leilão...), mas tem um conhecimento geral da música seja jazz, rock clássico ou até Beethoven. Nada melhor para a carreira do que aprimorar e estudar sobre a área em que atua, não?!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Twi o quê?


O Twitter é o novo programa de realacionamentos que surgiu na internet e, como disse a Julia Roberts em uma entrevista, "precisamos de mais um?"
Ao que parece, sim. Depois do MySpace, Orkut (eu tenho todos esses, omg...), o Twitter é um pouquinho diferente. Você só precisa mandar mensagens curtas (até 140 caracteres) respondendo a pergunta: "O que você está fazendo?"
De verdade, eu achei meio inútil, pelo menos para a minha vida. Quem vai querer saber que eu cheguei atrasada a aula, que meu ombro está doendo ou que eu sou canhota. Não contribui muito eu saber isso dos outros, a não ser que seja um amigo muito íntimo, mas eu sei que, no momento, nenhum dos meus amigos vai fazer um desses.
Mas... mesmo sendo inútil, eu fiz um (porque se uma planta pode ter *vide foto* por que eu não?) com o intuito de não colocar detalhes do que eu estou fazendo porque isso, realmente, não serve de nada, mas comentar sobre um capítulo do livro que acabei de ler, ou sobre uma música (dá para colocar música!) que escutei, enfim, coisas para eu me lembrar em um futuro próximo.
E, talvez, neste futuro bem próximo, outras pessoas também tenham esse negócio e eu o ache mais lucrativo e útil do que agora.