quinta-feira, 28 de maio de 2009

No meu tempo

Talvez seja um tanto precoce, mas eu sempre penso em como a minha geração foi moldada, ou seja, o que a gente assistiu na TV, porque na minha época essa mídia ainda era a soberana. Hoje, acho que a "nova" geração segue mais a moda que a Internet dita do que a TV. Na verdade, eles veem na TV e pesquisam no Google, então o trabalho é meio conjunto.
Depois de pensar, cheguei a conclusão que a TV do meu tempo era feita de apresentadoras loiras (Eliana-Angélica-Xuxa e derivados), Chiquititas (com direito a decorar todas as músicas e danças), Castelo Rá-Tim-Bum (quando a Cultura não era tida como TV de criancinha) e Disney Cruj.
De todos, acho que o único que ninguém tem vergonha de confessar que assistia é o Cruj, "Comitê Revolucionário Ultra-Jovem". Todo mundo assistia, porque passava os desenhos da Disney, que ganhavam das reprises do Pernalonga e Patolino, e porque tinha uma conversa ligada ao cotidiano de qualquer criança (isso antes de começar a bagunça que se tornou o final do programa).
Há um tempo atrás eu conversei com meu primo sobre o Hora do Recreio, um desenho que a gente marcava de se encontrar para assistir, mas nunca dava certo (simplesmente porque cada um morava em uma ponta da cidade). A história é sobre um grupinho de crianças da quarta série. Só, era isso. Porém, EU estava na quarta série e entendia todos os "dilemas" que eles passavam, por isso o desenho era bom. Sem falar que os "gráficos" eram tidos como ótimos. Agora, quando vejo, acho a estética do desenho bem pobrinha.
Estranhamente, ele continua na grade do canal da Disney, mesmo sendo velhinho (tecnicamente). Na época das apresentadoras usando shortinhos, acho que Hora do Recreio conseguiu influenciar a minha quarta série, mesmo que eu nem tenha percebido.


Sério, que desenho colocaria um personagem maníaco falando isso: "Guys, I'm seeing the future, and the future is girls. Boys kissing girls, girls kissing boys. And we're all gonna like it!" Ou os desenhos colocam criancinhas de 10 anos se beijando como algo natural e normal, ou nem pensar em colocar. Meio termo, nunca.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E a toalha?!

Hoje é o Towel Day e eu esqueci. Não sai por aí com uma toalha pendurada na minha mochila hippie e nem gritei "Don't Panic" pelas ruas. Talvez eu faça isso (o primeiro...) amanhã, quem sabe. O quê? Você não sabe o que é o Towel Day? :O
Tudo bem, até o semestre passado eu também não sabia, mas fiz algo incrível: li O Guia do Mochileiro das Galáxias. O guia para todo aventureiro que queira conhecer o espaço ou somente a rua de casa. A primeira regra? Em qualquer lugar, leve uma toalha na mochila. Assim, pensarão que você é uma pessoa limpinha mesmo depois de dias sem tomar banho por estar perdido nas areias do Saara. Ou então você pode usar a toalha como uma proteção em dias de sol ou para aquecer nos dias de frio (sem essa de usar jornal, né?!) Mas nenhuma explicação é melhor do que aquela do verdadeiro mochileiro, Douglas Adams, que possui o Dia da Toalha em homenagem a ele:
A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.
Ahn, foi loucura demais para você? Leia o livro inteiro. Ou melhor: leia depois de ter lido Alice no País das Maravilhas, foi um momento nonsense na minha vida que jamais esquecerei.
Neste 25 de Maio, revele seu lado nerd/geek, mostre sua alma Big Bang Theory e ande por aí com uma toalha (mesmo que a homenagem seja atrasada, como a minha).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

OMG!

Foi difícil respirar quando eu vi a matéria, mas aguentei. QUE BIBLIOTECA É ESSA!
Linda, maravilhosa e com o prédio todo projetado para ver as quatro paredes cheias de livros. Este é o projeto da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin que está sendo construída na USP. Os livros são doações de, claro, José Mindlin, velhinho que eu admiro desde que soube que ele possui uma biblioteca com quase 100 mil livros e que ele moveu céus e terra para conseguir o primeiro volume do Guarani.
Para se ter uma ideia do tamanho da biblioteca "caseira" do Sr. Mindlin, ele tem uma organizadora só para os livros dele. Ele precisa de uma bibliotecária em casa!!! Sem falar que é tudo bonitinho, de madeira, bem rústico. Emoção demais para o coração? Não acabou...
Vocês viram o robozinho na matéria? Ele lê 2,4 mil páginas por hora. Deve ser mais do que a quantidade de páginas em livros que eu tenho em casa.
"'O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante', antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni."
Como é? Eu entendi direito? Eu posso dar ctrl+f nos livros e achar as frases que eu preciso? Sem ter mais que folhear, decorar número de página... é muito para a minha cabeça. E mais, eles vão digitalizar toda a coleção de gravuras do Debret!
Para terminar: A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.
*desmaia*

sábado, 16 de maio de 2009

Coincidências (?)

Holly, de Um amor de detetive, é jornalista. Bridget Jones é jornalista. Becky Bloom é jornalista.
E percebam o estranho fato de, pelo menos as duas primeiras (não li sobre a última), serem mulheres até que decididas sobre a vida, mas com problemas alarmantes no campo emocional. Coincidência dos chick-lits ou da carreira? Melhor eu pensar no assunto...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Então...

O tema desse mês para a Tertúlia Virtual é "Você irá passar 10 anos numa pequena ilha deserta no Pacífico e só poderá levar cinco coisas. Quais seriam?". Nessa hora meu lado lógico pensou: roupa, comida, comida, água, água. Meu lado Marianne Dashwood resolveu acabar com toda essa racionalidade e disse que isso era óbvio, qualquer um levaria. A Elinor ficou ressentida e deixou a Marianne vencer.
Pensei até em colocar alguém e não só coisas. Mas se levasse um, teria que levar todo mundo (Ex.: se vai mãe, vai pai, irmã... até avós). Então para ninguém ser deixado de lado, só vão as coisinhas que estão nesta foto (tosquinha) que eu tirei.
1. Flauta-doce: a contralto, a pobrezinha da soprano eu faço com um bambuzinho (mentira...)
2. Saxofone: Se fosse só a flauta, o sax ficaria com ciúmes.
3. Bíblia: Pensei em um livro, mas não lembrei de nenhum que fosse tão especial, com tantas histórias e tão grande quanto a Bíblia.
4. MP4: Será guardado para emergências quando tiver passado uns... três meses e eu não souber mais o que fazer (eu canso rápido das coisas)
5. Caderno e caneta (não vivem separados): Meu lado pseudo-desenhista e meu lado quase jornalista precisam se expressar, nem que seja em uma folha de bananeira quando o caderno acabar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que vergonha...

Tá, não é o fim do mundo, mas senti uma dorzinha por ter passado do dia 1º de maio até 13 de maio sem postar. Peço desculpas a quem acompanha o blog.
EDIT: Nesse mesmo dia, quando eu ia postar algo decente, a internet caiu. A sorte me persegue...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

[Sem assunto]


Desde pequena, época em que eu saia pela escola puxando minha mochila de rodinhas, eu gosto de escrever. As aulas de redação eram uma alegria, eu inventava histórias mirabolantes com personagens que não faziam o menor sentido algumas vezes. O grande problema dos meus textos estava no começo: o título.

Aquela redação chamada "Minhas férias" ficava com esse nome mesmo porque eu não pensava em nada melhor. Depois de um tempo eu desisti dos títulos e não coloquei nome em mais nada (talvez meus dias tenham sido até mais felizes). Até o momento que eu cheguei nos vestibulares e os professores jogavam na cara que era impossível existir uma redação sem título, inadmissível.

Agora estou fazendo Jornalismo e os títulos são cada vez mais importantes já que, atualmente, o leitor escolhe o que vai ler pela manchete, se essa não é boa ele nem se dá ao trabalho de olhar o resto. Minha jogada de mestre foi colocar o título de uma matéria, sobre um teatro que foi destruído, trocando "O show deve continuar" por "O teatro deve continuar". Pegou, ahn, ahn?! (depois coloco a matéria aqui para vocês entenderem melhor).

Por isso que quando eu mostrei essa foto que eu tirei e meu amigo disse que o nome poderia ser "A solidão das pétalas", eu fiquei impressionada. Enquanto todo mundo falava "Ah, está bem tirada, focada, mas estranha né?!", ele surge com um nome incrível desses. Em minha mente, um tanto limitada para títulos, esse nome nem passaria por perto...