segunda-feira, 29 de junho de 2009

Histeria...

... ou Coisas com as quais eu surtei durante a semana e comentei no twitter.

1. Alice in Wonderland por Tim Burton
Eu sou louca pela Alice. Quando pequena eu tinha medo do desenho, mas acabava assistindo todo Natal. Sim, TODO Natal o desenho passava, para quem não lembra. Ano passado eu li os dois livros (Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho) e simplesmente amei cada momento. As histórias vão muito além que contos infantis, é um livro cheio de subjetividades, tanto que vira e mexe aparece algum filme utilizando símbolos vindos da imaginação da Alice (até Laranja Mecânica, medo). Com tantas imagens, figuras, cores, ninguém melhor que Tim Burton para dirigir uma nova versão do clássico. Alice agora tem 17 anos e está prestes a se casar, mesmo não querendo. É aí que ela (re) encontra o Coelho Branco e retorna ao País das Maravilhas. O filme estreia dia 16 de Abril de 2010 (paciência...). Informações e imagens: Cinema em Cena.
2. The Last Airbender
Outro vício: Avatar. Assisti as três temporadas, não perdi um episódio e tinha até um shipper (ZukoxKatara lol). Por isso que meu lado fangirl delirou com esse trailer:


Cheguei a gostar do Aang, o carequinha. O Zuko (uhul!) era para ser interpretado pelo Jesse McCartney, mas o cantor não aceitou e quem ficou no lugar? Dev Patel, de Quem quer ser um milionário. Ahn?! O que eles querem afinal? Um não tem nada a ver com o outro (e confesso que prefiro bem mais o primeiro). Sem falar que tiraram toda a cicatriz, ele tem só uma mancha. Tá, vou parar com meu fanatismo por aqui... Informações: Cinema em Cena (de novo)

3. Little Women por Meg Cabot

Hilário. Não vou com a cara da Amy e adoro a Jo, quer vídeo melhor?! E a novidade nem tão nova: Meg estará por aqui em Setembro :)

4. Michael Jackson morreu e eu não sabia
Agora eu sei; no mesmo dia eu soube. Mas não no mesmo momento. Até as 15h30m eu estava bem informada. Sai de casa e quando encontrei meu pai as 20h30 ele me informa, na maior naturalidade: "Ah, parece que o Michael Jackson morreu". Em 5h que eu fiquei desligada do mundo o MJ morreu?! E a morte de alguém que eu nunca imaginei... bom, morrendo (algumas pessoas parecem que criam uma ilusão de imortais). Na esperança de que meu pai tivesse visto essa informação em um blog de fofoca qualquer, perguntei: "Onde você leu isso?" "No Estadão". Tá, Estadão é confiável. Com medo de ter saído de casa MUITO desinformada: "Que horas apareceu essa notícia?" "Acho que 17h". Ufa! Mas depois dessa tive vontade de sempre sair de casa com a "internet" do lado.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Oliver Twist

Charles Dickens mostra, em Oliver Twist, todo sofrimento que uma criança orfã e perdida em Londres poderia sentir. Nesta série de 2007, todo esse ambiente surge como um circo, uma grande bagunça escura, onde a calma e a mansidão só aparecem na brilhante casa da família que resgata Oliver.
Para aqueles que leram o livro e não aceitam uma mudança no roteiro, não assistam. A história ficou bem diferente, por exemplo, tiraram uma casa inteira. Oliver e Bill Sikes assaltam uma casa distante de Londres e é lá que Rose se encontra e onde o garoto passa grande parte do tempo. Na versão da BBC, Rose mora com o Sr. Brownlow, aquele que tira Oliver do tribunal e diz que este não o roubou. E só tem essa casa, a outra sumiu. No caso, Oliver, após o assalto, volta com Bill e é tratado por Nancy. As mudanças são BEM perceptíveis.
Todo esse circo que é Londres tem um mestre de cerimônias. E este só poderia ser Fagin (Timothy Spall).

Muito bem interpretado, por sinal. Uma coisa que Fagin tem no livro é que você nunca sabe se ele é bom ou mal. Quando ele quer ajudar ou matar Oliver? Você fica na dúvida, mesmo que queira ter certeza de que ele não vai fazer nada de bom. E esses são mesmo os sentimentos de Fagin: ele cuida dos meninos, desde que os mesmos façam cumpram seus deveres. E essa visão dupla deve-se, em partes, por causa da presença de Bill Sikes (Tom Hardy).

Bill é o bonitão. Não tem nenhum homem no livro que seja descrito com uma aparência mais ou menos. Bill é um dos poucos "jovens" da coisa e é complicado de entender, em um primeiro momento, por que Fagin se submete a ele. Vamos combinar que o cara grandão aí de cima não tem motivos para ficar lavando os pés do Sikes. O fato é que Bill tem todo um jeito psicopata e, por isso, que com ele as coisas acontecem. Fagin só tem aqueles meninos, as grandes chances vem com Bill. No final a gente percebe que toda essa loucura faz com que ele perca até a mulher que, talvez, um dia, ele tenha amado, Nancy (Sophie Okonedo).

Ah, a Nancy é muito legal. Assim como Fagin, não tem como saber se ela está agindo por maldade ou não. Mas eu acredito que, no fundo, ela sempre foi uma boa pessoa. E, podem falar o que quiserem, mas eu não a tinha imaginado negra, culpa das séries da BBC que nunca tem alguém negro. É legal ver como ela se delicia quando lhe respeitam ou lhe dão carinho, até mesmo se esse vier do Bill Sikes. Com certeza uma das melhores cenas, tanto no livro quanto na série, é o encontro dela com Rose (Morven Christie).

Rose é uma daquelas personagens que sempre tem. Ela cuida de Oliver nas situações difíceis e acredita no menino. É uma moça boazinha da sociedade que lembra as personagens de Jane Austen. Na série, isso muda um pouco. Rose leva a realidade para as classes altas. A melhor parte é quando ela diz que crianças estão sendo espancadas nas ruas enquanto eles ficam em casa tomando sopa. O encontro das duas moças é a junção das duas vidas de Oliver e uma se une a outra justamente por causa do menino. A descrição de Dickens nessa parte é ótima mostrando como os dois lados se sentem.

A lém destes, temos o Mr. Monks ou Edward (Julian Rhind-Tutt) que causa calafrios. Mr. Brownlow (Edward Fox), tio de Rose, que no livro é amigo de Mr. Grinwig, um dos meus personagens favoritos por causa de todas aquelas dúvidas quanto a Oliver e ele, simplesmente, foi apagado da série (uma das minhas partes favoritas é quando os dois ficam olhando o relógio esperando a volta de Oliver). Toda família dos funerários que aparece logo no início é assustadora e Noah é insuportável (como deve ser). Mr. Bumble (Gregor Fisher) é usado, durante o casamento, por Mrs. Corney (Sarah Lancashire) assim como ele usava as crianças (bem-feito).

Mas esse post inteiro foi uma pura enrolação, os principais motivos para você assistir são essas duas carinhas:

Vai, fala se você não tem vontade de cuidar e apertar esse menino. Oliver (William Miller) tem um ar de coragem nessa série. No livro eu até o acho meio chato, chorando pelos cantos, mesmo que ele tenha todos os motivos para fazer isso. No primeiro episódio ele estufa o peito e fala poucas e boas para os líderes do orfanato, coisa que eu dificilmente pensaria que o Oliver do livro faria. O ator tem só 11 anos, mas atua lindamente, com um ar todo angelical mesmo quando tem que lutar para sobreviver. E o menino declarou em entrevista que pensa em trocar a atuação pelo futebol. Não faça isso, POR FAVOR!

Raposa (Adam Arnold) é o melhor. Não dá tanta vontade de apertá-lo como acontece com Oliver, mas vocês ainda não o ouviram falando. Ele coloca as frases com um jeito meio safado, espertalhão, a forma como simplesmente o Raposa falaria. E mostrou uma coisa que eu nem tinha pensado: ele pode muito bem ter sentido ciúmes. O das bochechas chega de repente e vai tomando o lugar dele, lógico que o Raposa sente alguma perda. Ele parece tão adulto, porém é só uma criança.
Além dessas atuações apaixonantes e excluindo o fato das mudanças radicais no roteiro, a série é um trabalho muito bem feito. O jogo de claro-escuro nos ambientes, os figurinos que vão desde o requinte até as roupas usadas e maiores que os orfãos vestem, as crianças sujinhas da cidade, o uso das gírias e de um palavreado baixo e, claro, a trilha sonora que acompanha cada segundo perfeitamente com um tom brincalhão.

Links: Site da PBS (a série é da BBC, mas o site é da PBS, alguém explica?); review com informações interessantes no Jane Austen World.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Com ou sem no jornalismo

O STF derrubou a exigência do diploma para o cargo de jornalista. E eu ainda não vi nenhum motivo para dizer "oh, que coisa horrível eles fizeram".
Eu entrei em jornalismo porque tinha muitas outras opções. Eu gosto de música, artes, cinema, literatura, fotografia, design e até atualidades e queria uma área que, em algum futuro remoto, eu estivesse em contato com tudo isso. Jornalista é isso mesmo, precisa saber de tudo um pouco e por isso que na faculdade sempre pedem para você ler muito, ir ao cinema e ao teatro com frequência, essas coisas que deveriam ser feitas por toda nação, mas que, estranhamente, precisam ser exigidas.
Agora, quem pode escrever melhor de Economia: um economista (dã...) que fica lá na Bolsa todo dia, acorda e vai dormir pensando nisso, ou um jornalista que vai, faz umas perguntinhas necessárias, volta para a Redação, googleia e escreve a matéria? Se o repórter fez tudo direitinho e tal, ele dará conta do recado, mas confesso que ler um texto com o final: "Fulano de tal é isso, isso e acolá" dá muito mais credibilidade ao que você acabou de saber, sem falar que o autor pode te dar muito mais informações por causa do conhecimento na área.
Esse primeiro argumento é o mais bobinho, vamos a outros que ouvi por aí: "Na faculdade de jornalismo você aprende as técnicas de um bom texto e passa isso ao leitor". Primeiro, ninguém vai te ensinar a escrever na faculdade. Você precisa chegar com vontade mesmo de escrever e ler, nem adianta choramingar. Tem isso? Então vamos as regrinhas das matérias que o G1 joga todo dia na internet:
1. No primeiro parágrafo (lide) você responde seis perguntas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê.
2. Feito isso coloque as demais informações em ordem de importância.
3. Envie para a sua avó ou qualquer parente não jornalista ou cult e veja se ele entendeu. Se entendeu, tudo bem, pode publicar :D
Isso a gente aprende no primeiro dia e nunca mais, decorou. Serve para matéria de jornal diário, pura informação, você não chega na Piauí escrevendo isso. Por isso que eu, sem experiência na marra em jornalismo, acho que podem chamar muita gente para fazer esse tipo de matéria. Mas, jornalismo literário ou qualquer texto mais "complexo" (não é bem isso...) vão continuar chamando quem é formado em jornalismo. Lembra da história do economista, então, jornalista é bom e tem experiência em escrever (pelo menos deveria).
Mais uma coisa que eu ouvi: "Você precisa conhecer a ética jornalística". Esse eu nem tenho argumentos, parece que o pessoal das outras áreas não é ético, só os jornalistas que são. Aham, qualquer um com um pouco de consciência sabe que não pode escrever mentira, publicar notícia falsa ou inventar fontes.
"Tá, então por que você continua fazendo Jornalismo?" Porque eu gosto, oras. Eu quero escrever, quero publicar matérias, quero mandar emails para conseguir fontes, quero pesquisar e descobrir aquilo que eu nunca pensei que pudesse ser verdade. Jornalismo não tem mais diploma, porém não deixou de ser profissão. E, como em toda campo, o profissional precisa gostar do que faz, eu amo o que aprendo na faculdade e percebo que é isso que eu quero fazer, mesmo que as vezes a dúvida venha e bata à porta.

(Enfim, espero que comentem bastante o assunto...)

domingo, 21 de junho de 2009

I just wanna play my music

(Post para a blogagem coletiva do Fio de Ariadne)
Meu MP4 é o único lugar em que uma música do Beirut aparece logo acima do Coldplay; Cranberries aparece pertinho de Counting Crowns; Hillsong aparece alguns nomes abaixo da Demi Lovato; John Mayer grudou com Jonas Brothers; KT Tunstall está entre Kawabe Chieco e Maaya Sakamoto; Sara Bareilles faz dupla com She and Him assim como Taylor Swift por alguns momentos fica perto de Weezer. Para completar, os Tribalistas aparecem na lista dos "Sem nome" junto com Suemitsu, Pixinguinha, Gershwin e, claro, Scott Joplin, Stevie Wonder e Beatles.

Alguns pensaram: "nossa, que bom gosto musical", outros "que péssima seleção", mais alguns "como você pode ouvir essas coisas" e, ainda os excluídos, "cade o créu?".

Música é que nem futebol e política, não se discute (ou se discute com respeito e argumentos, o que é melhor). Cada um tem a sua, gosta do seu estilo, de repente até por causa de alguma situação ou momento. Não é culpa de ninguém querer ouvir forró, boy band, metal, pop, clássicos, ou seja lá o que for. Estilos não faltam e sempre surge mais um, por pior que seja.

Entendam que eu estou falando de gosto, não de técnica. Se for para discutir técnica, Rachmaninov supera qualquer banda porque ninguém consegue colocar tantas notas ao mesmo tempo soando tão bem. Técnica você aprende conhecendo, lendo e, lógico, ouvindo. Eu tento (tento mesmo) ouvir um pouquinho de cada coisa, mas, ainda assim, excluo o que não suporto. O ser humano não consegue ser isento de opinião, certo?!

E acho que por causa disso meu MP4 é essa bagunça. Tem um monte de gente que eu só conheço uma música que, sem querer, eu ouvi e gostei. Assim como tem mais um pessoal com todos os CDs arquivados. E isso é só uma parte do que está no meu pc, por isso que todo esse post só me levou a uma conclusão: 1gb é muito pouco para tudo que eu quero ouvir.

Foto: MP4 com outro vício: escrever letras de músicas em papeizinhos e sair colando perto da escrivaninha. No detalhe aparece Fairytale (Sara Bareilles), What Katie Did? (The Libertines), Black Hole (She and Him) e You're not Sorry (Taylor Swift).

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Filosoficamente falando

Durante o jantar
EU: Tinha um filósofo que dizia que aceitamos vender nossa liberdade a um soberano porque, no fundo, também queremos ser tiranos e estar no lugar dele. Todos temos uma natureza ruim e queremo usar da autoridade para com os outros. Aliás, vocês sabiam que o trabalho é a realização maior do ser humano? Por isso, deveriamos sentir prazer ao trabalhar, se não sentimos é porque simplesmente temos um emprego e estamos vendendo nossa força de trabalho.
...
MÃE: Qualquer dia a Bárbara sai de casa e vira hippie.
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Sentirei saudades das aulas de Filosofia e Ética que criavam idéias nos meus pais de que um dia eu sairei de casa com uma mochila de lona e sentarei na praça tocando e mostrando meu lado artístico com mensagens revolucionárias a todos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

I wanna go home

(Post para a Tertúlia Virtual)

Pensei em escrever sobre tantos lugares, pensei até em escrever sobre São Paulo (já que todos os lugares são em Sampa). Mas não consegui, não me decidi e resolvi escrever isso mesmo: quando eu estiver em "casa", vocês perceberão.
Eu não me sinto a vontade em lugares que não conheço. Festas costumam ser bem complicadas já que as vezes eu fico esperando que algo aconteça ou que alguém venha falar comigo porque não me habituo com facilidade.
Agora, em casa, fica fácil. Eu converso mais, conto as novidades, rio demais e sem problema algum porque sei que aqueles locais são as "minhas casas", sei como agir, o que posso falar e, acima de tudo, sei como as pessoas são e do que elas gostam e sei que elas também sabem isso sobre mim.

Fotos: vista da janela da escola de música, just one more build in SP :P; do lado, avenida próxima ao Ibirapuera; embaixo, detalhe da minha flauta (eu não tinha muitas fotos legais) e, ao lado desta, detalhe do meu quarto, uhul :/

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Be my valentine :)

- Então, vai passar o dia dos namorados sozinha?
- Vou.
- É, eu também. Mas estou sozinha por opção, haha.
- Aham, opção dos outros.

Para falar a verdade, considero essa data bem mais como um dia para lembrar de quem a gente ama, não importando se é namorado, mãe, pai ou o melhor amigo. No dia a dia corrido, o dia dos namorados mostra que ainda precisamos valorizar o amor (ai, que vergonha do clichê).
Como eu não queria fechar o post por aqui e deixa-los com a piadinha macabra na cabeça, vai um video bonitinho (sem ironia, realmente acho bonitinho):

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Peter Pan is "the" man

"Todas as crianças crescem - menos uma. E bem cedo elas ficam sabendo que vão crescer. (...) Depois dos dois anos, você sempre fica sabendo. Dois anos é o começo do fim."

Peter Pan deve ter sido uma das crianças com mais crises emocionais do mundo. E eu digo isso pelo fato de que ele foi contra a natureza de qualquer um: crescer. Crescer é uma coisa muito complicada, qualquer mudança na vida do ser humano é complicada. Você não sabe se depois dos seis anos estará pronto para responder uma prova na primeira série; também sofre quando na quinta série você descobre que entrou no fundamental II; pior do que isso é lembrar que depois do colegial, tem a faculdade. E as mudanças não param por aí, para qualquer coisa você precisa tomar decisões e seguir um caminho.
Por essas e outras que eu, ingenuamente, achava que a vida do Peter Pan era muito boa, só brincando com os Meninos Perdidos, paquerando as sereias e tirando sarro do Capitão Gancho. Mas, analisando melhor, imagina você ser aquilo que todos não são. Ninguém é criança para sempre, pessoas crescem, tornam-se adultas, e Peter Pan continua na Terra do Nunca. Quantas vezes ele não pensou em desistir de tudo e crescer, se a Wendy cresceu e se deu bem, por que ele não poderia? Pior do que isso é que você nunca saberá de tudo, porque você nunca cresce, seu conhecimento é sempre restrito, já que a cabeça não é madura o bastante.
Wendy surgiu como mãe para Peter porque ela precisou ensinar tudo a ele. As histórias talvez fossem aquilo que ele nunca soube e um dia ela lhe contou. Wendy foi alguém que Peter amou mesmo não percebendo, e foi assim que ela conseguiu explicar, com carinho, que era possível ser criança para sempre, mesmo que com ela isso não se cumprisse.

"Ele fingiu que estava indo embora, para ver se ela olhava. Mas não deu certo. Então, ele se sentou na beirada da cama e deu uma batidinha de leve nela, carinhosa, com o pé.
- Wendy, não vá embora, eu não consigo deixar de ser convencido e ficar me gabando quando eu estou feliz, Wendy.
Mesmo assim ela não olhou. Mas estava ouvindo com toda a atenção. Então ele continuou com uma voz a que nunca mulher nenhuma foi capaz de resistir:
- Wendy, uma menina vale mais do que vinte meninos...
Ora, cada centímetro de Wendy era de mulher - embora não houvessem tantos centímetros assim."

Obs.: A primeira versão de Peter Pan foi escrita em 1902 por James Barrie. O livro - como vários outros contos de fada - era direcionado para adultos e o narrador era um ladrão que contava a história para uma criança que ele queria roubar (!). Somente em 1911 que Barrie escreveu Peter Pan and Wendy, uma versão um pouco mais infantil da história, mas que não agradou em nada. O texto é cheio de ambiguidades, confusões por causa do tempo e subjetividades, elementos inceitáveis na época (e que você só entende ao ler o livro). Os trechos foram extraídos da versão traduzida por Ana Maria Machado (*.*)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rebeldes (mas nem tanto)

Na segunda eu procurei alguns vídeos do MTV Movie Awards só para saber como foi. Essas premiações sem muita pressão me agradam e, mesmo não sendo tão legais de assistir, são interessantes só para analisar os resultados.
O estranho é que antes a MTV era tida como o canal dos roqueiros, pessoal sem medo de nada que "dançava" ao som do bate cabeça. Mas, agora, os vencedores da noite foram dois filmes bonitinhos com adolescentes que encontram o amor perfeito.
Mais estranho ainda é o fato de que a premiação é cheia de palavrões e duplos sentidos que dão até desgosto, porém o máximo que você verá nos filmes são amigos contra amigos (que fazem as pazes no final, lógico) ou essa cara da Kristen Stewart de "Ai, me beija Edward" (ou Robert, não sei em qual ela estava pensando):
Mais um pouco: eu acho esse casal de Crepúsculo um tanto sem graça. Eu não li o livro, porque quando o negócio fica muito famoso, duas coisas podem acontecer: ou eu me interesso demais ou ocorre o efeito contrário. Talvez eu leia, talvez eu goste e talvez eu aprecie mais o casal. Por enquanto, pelo que eu vejo e conheço, o moreno que vira lobisomem é bem mais realista e legal. E eu sei que o nome dele é Taylor Lautner, o garoto tubarão (Sharkboy, oi).