quarta-feira, 29 de julho de 2009

Acorda!

Na segunda-feira eu precisava fazer a rematrícula na escola de música e eles pediam para levar um saquinho de copos plásticos. Como eu chego na escola sedenta depois de ter descido do metrô, resolvi levar os copinhos. Parei em um desses locais que entregam galões de água e que ficam com um monte de motoboys parados na porta, aparentemente, fazendo nada. Entrei e logo vi o pacote de copinhos me esperando. Já ia pegar quando minha mãe lembrou da pergunta óbvia:

- Quanto custa cada pacote?
E o motoboy, na maior "inocência", responde:
- 10 reais.
-...
Deixo-vos com as palavras da minha mãe:
- Como? Ah, não. Vamos embora!

Comprei os copinhos por R$2,30 em outra loja. Isso foi para eu acordar. Eu fico muito tranquila nas férias, mas a faculdade vai voltar, o cotidiano de ônibus-metrô também, a gripe suína está aí fora e eu preciso voltar a ficar atenta. Ainda bem que lembrei disso com alguém que não sabia mentir. É um mundo cruel, caros amigos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Só uma peça de teatro, aham

Nos arredores de Mansfield Park o pessoal resolveu organizar uma peça de teatro. Eu, que já não aguentava mais o lero-lero, teria acabado com a graça de todo mundo em alguns instantes. Vamos simular a minha direção:

- Primeiro, quando vocês começaram com essa história de teatro eu achei que fosse só uma pecinha, simples, daquelas que eu fazia com meu primo quando pequena e o cenário não passava de uma mesa de plástico. Mas, de repente, a autora colocou que vocês compraram (COMPRARAM) tecido para as cortinas.
- Com licença, as coisas precisam ser feitas com primor - disse Miss Bertram.
- Ah, já que você apareceu, lembrei de um detalhe: Henry Crawford fará par com a irmã dele.
- Como é? - retrucou Mr. Crawford enquanto Júlia Bertram comemorava a tristeza da irmã mais velha.
- É, o senhor está muito saidinho, te jogaram para cima da Júlia Bertram e você continua flertando com a Maria Bertram sendo que ela está noiva, NO.I.VA. Ou casa ou não casa, não queira ser mais um Willougby.
- Não conheço esse senhor.
- Mas deveria, Sense and Sensibility nasceu antes de vocês. Se você gosta tanto da Maria é só dar o fora na Julia e ter coragem de pedir a outra em casamento.
- Que horror! E, o que significa, "dar o fora"? - espantou Julia.
- Ah, não me venha com esse jeito inglês tentando ser certinha. - disse, ignorando o fato de que eu teria que usar melhor as palavras - E outra, Fanny pare de chorar, o Tom Bertram só pediu para você fazer uma pontinha na peça...
- É, são só algumas falas - complementou Mr. Rushworth - Você sabe quantas falas eu tenho que decorar? São...
- Eu sei, 42 falas, você disse isso umas três vezes e nem comente do figurino que não gostou, já começo a entender porque a Maria quer tanto encenar com o Mr. Crawford.
- Já que comentamos sobre o Tom, onde ele está?
- Ah, eu o coloquei para dar um passeio com a Miss Crawford. Não quero aquela moça perto do Edmund, melhor ela ficar com o irmão mais velho desleixado.
- Como assim? Miss Crawford é...
- Deixem eu terminar de conversar com a Fanny! - gritei, haja paciência para tentar ser uma britânica educada. Virando para Fanny:
- Menina, você tem noção da sua importância nessa história? Eu até gostei de você quietinha na sala de livros, mas, por favor, aulas com a Elizabeth Bennet já para moldar essa personalidade.
- Com licença, pare de falar com minha prima desta forma.
O coração parou. Ele acabara de entrar na sala e era tão lindo como qualquer galã austeniano deve ser.
- Tudo bem Edmund. (suspiros) Não comentarei mais nada, mas lembre-se de uma coisa, você, como qualquer bonitão da Jane Austen, possui defeitos e não foi nada gentil sair para passear com a chatinha da Miss Crawford e deixar Fanny sentada no meio do jardim. Tsc, tsc, por favor, não me decepcione e seja mais um Mr. Knigthley (mais suspiros).
- Ahn, esses são parentes dessa Miss Bennet que você acabou de comentar?
- Não! Sinceramente, vocês precisam conhecer mais sobre seus companheiros que nasceram da mesma cabeça e que devem estar perdidos em alguma vila aqui perto.

E assim eu iria embora, em um cabriolé, feliz da vida, após ter feito minha boa ação do dia. E também muito curiosa porque, provavelmente, até chegar ao final do livro, muita coisa vai mudar. O jeito é eu parar de ficar inventando casais em cima das histórias dos outros e ir terminar de ler Mansfield Park.

(Acabou sendo um post para o Blorkutando)

EDIT: Este post foi comentado no Jane Austen em português e escolhido pelo Blorkutando. Obrigada :D

sexta-feira, 24 de julho de 2009

And I'm a good boy playing

Em uma manhã, em que eu não queria assistir programas de culinária ou desenhos animados, acabei parando no MTVLab (eu gosto de assistir clipes e só vejo isso na MTV, de resto...). Já ia mudar de canal quando apareceu um moço tocando violão sozinho, sentado em um banquinho. Ele começou a cantar naquela escuridão que era o palco e a voz era tão boa quanto o solo de violão. Esperei até o final e descobri John Mayer cantando Free Fallin'.

Fiquei com a música na cabeça durante semanas, mas ignorei o cantor e nem procurei outras composições (coisa que eu não deveria ter feito). Michael Jackson morreu e ele foi convidado para tocar na homenagem. E com isso o solo de Free Fallin' virou fichinha perto do que ele fez para MJ.

Procurei outros CDs e descobri que ele tinha muito mais músicas do que eu imaginava. Acabei baixando o último que ele lançou: Where the Light Is, dividido em três partes.
A primeira com somente o violão e a voz. São nessas que você presta mais atenção a cada detalhe da letra e da melodia, coisa que não é para qualquer cantor por aí já que nem sempre e letra é tão boa assim e ele não pode ficar tão exposto (preciso dar exemplos?! Créu pra vocês viu...) A segunda parte possui performances do Trio do John Mayer. As músicas lembram aquelas sessões de jazz e tem essa forma de tema bem curtinho (feito pela voz) e muita improvisação. A terceira parte é com a banda e mais "normal" com as músicas do primeiro CD dele, afinal, ninguém vive de improvisação e a capella.

Nas últimas semanas não posso dizer que só ouvi John Mayer, mas ele dominou minhas opções. E, admito, eu tenho uma queda enorme por solos de guitarra e violão (na verdade, por qualquer solo, mas vamos tomar o foco do post).

EDIT: Eu coloquei que a terceira parte tem músicas do primeiro CD dele, mas estava totalmente errada. As músicas são de Continuum que foi lançado em 2006 e o primeiro CD do John é Inside Wants Out de 1999. Desculpe!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

No ônibus

Eu tinha 13 anos, início da adolescência. De repente tudo havia mudado e eu queria mais daquele que antes era só um colega. Não me atreveria a contar-lhe minhas emoções, se nem eu estava entendendo como ele poderia compreender? No momento a única coisa que eu gostaria de saber era se ele também ficava nervoso a me ver, se sentia vergonha por não conseguir falar direito comigo ou se sentia as mesmas cócegas na barriga como eu sentia ao vê-lo.
Verdade seja dita, eu nunca perguntaria isso a ele, as possibilidades de ouvir um “não” eram assustadoras e as de ouvir um “sim”, constrangedoras. Eu era muito imatura e ele já saia com outra garota bem melhor do que eu imaginaria ser.
Hoje, cinco anos depois, recordo-me de tudo porque o vejo entrando no ônibus e vindo em minha direção. Por que o destino insiste em recuperar o que ficou inacabado no passado para ser resolvido direito?
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Eu escrevi esse texto em janeiro e acho que estava tentando ver o quanto clichê eu poderia ser. Ele não acaba aí, tem toda a história dos dois, a menina fica no mundo das lembranças o tempo todo, enquanto tenta conversar com o garoto. O final é bonitinho (até demais) e, vai lá, um dia, talvez, eu possa escrever um romance adolescente. Já sei todos os ingredientes da trama, só não sei quem iria comprar esse livro (não sou boa de marketing pessoal).
(Post para o Blorkutando)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Destino

Destino começou a ser produzido em 1946 pela Walt Disney com o auxílio de Salvador Dalí. O projeto foi abandonado porque o estúdio não tinha recursos financeiros, consequência da guerra. No lançamento de Fantasia/2000 o projeto foi mencionado e o vice-presidente da Disney, Roy Edward Disney, resolveu voltar a produzi-lo. O curta, lançado em 2003, uniu as obras de Dali e as características dos filmes Disney: a música lembra aqueles episódios musicais do Mickey, ou as canções dos longas mais antigos e até o próprio Fantasia.

Eu "conheci" Salvador Dali quando era bem nova. Aos 7 anos, minha professora resolveu falar sobre o artista em sala de aula, o que é meio estranho porque a ideia geral é de que crianças da segunda série não gostam dos trabalhos inconscientes do Dali, talvez até tenham medo.

Mas, deu certo. Ela pediu até para comprar um livrinho sobre o pintor que contava a história da vida dele de forma bem humorada. Salvador Dali, como quase todos os artistas, sofreu desde a infância, seus pais queriam que ele fosse como o irmão que tinha morrido. No final das contas ele começou a fazer esses quadros que, as vezes, a gente não entende, mas acabam sendo engraçados de tão estranhos. Ele conseguiu o que queria, os quadros passam sensações que só são percebidas quando sonhamos.

domingo, 12 de julho de 2009

Lucíola (José de Alencar)

Lucíola é um livro que, provavelmente, não seria escrito hoje em dia. Apesar de todas as brigas, o gosta ou não gosta, o grande dilema do casal, na realidade, era o fato de Lúcia ser uma prostituta e, obviamente, casaria sem ser virgem.
Paulo chega ao Rio de Janeiro e logo se apaixona por Lúcia. Ele a ama tanto, que nem percebe a profissão da moça. Lúcia aparenta ser uma mulher bem forte que já suportou situações ruins e pode enfrentar piores. Mas, no decorrer do livro, você percebe que ela só quer viver normalmente com Paulo e, para isso, ela faz tudo para o marido.
Lógico que isso não acontece de uma página para outra. No começo você sente até pena do Paulo porque ele a ama tanto e ela não está nem aí para ele, é só mais um. Depois você acaba ficando com raiva dele, porque a mulher faz tudo certinho e o moço a acusa de ter amantes.
Lúcia descobre que alguém gosta dela não pelos prazeres que ela possa oferecer, mas somente pelo que ela é. Depois de vários boatos (como aquele que Lúcia sustentava a casa para Paulo ou o que ela mantinha um amante durante alguns meses e depois o "jogava fora") e várias brigas e separações por causa desses boatos, finalmente os dois começam a viver como uma casal. Lúcia se torna uma "boa" mulher e não se joga mais aos amores carnais quando se encontra com Paulo, principalmente pelo fato de que descobrimos que ela tem uma irmã mais nova e precisa cuidar da garota e, sei lá, dar o exemplo.
Apesar de tudo, a "antiga" Lúcia continua dentro da nova e ela não consegue viver com essa realidade. Uma das passagens mais bonitas é quando os dois olham uma poça d'água e ela diz que seu corpo é como a lama no fundo, mas a alma permanece límpida e pura na superfície. Lúcia se tornou prostituta aos 14 anos para sustentar a família e, para ela, sua "pureza" havia se perdido junto com as possibilidades de casar com o homem que ela amava. Ela acreditava tanto nisso que chega a pedir para Paulo casar com sua irmã e desse modo possuí-la.
Atualmente, nessa bagunça que é um pega o outro e outro e outro, Lúcia poderia gritar ao mundo inteiro que estava casando sem ser virgem e ninguém ficaria horrorizado. Mas, eu confesso, sou muito conservadora para essas coisas, daquelas que acha que ninguém tem que ter pressa. E se eu que sou assim encontrei em Lucíola um livro delicado e cheio de figuras de linguagem belíssimas, então deve ser uma boa leitura para qualquer um (e leiam os outros perfis de mulher, Diva e Senhora).
PS: a Lúcia faz aniversário no mesmo dia que eu e tem a minha idade. Ás vezes fico com medo dessas coincidências.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre preconceito (sem orgulho)

Sorte de hoje: Preconceito é a opinião sem julgamento.
A frase estava em inglês (Prejudice is opinion without judgement) e ontem, quando li, já acusei essa sorte do orkut de falsa. Afinal, preconceito é uma opinião com muito julgamento, aliás, uma opinião criada a partir da primeira impressão, somente. Primeira impressão é algo presente em todos os seres humanos e ela realmente permanece na nossa mente mesmo depois de conhecer alguém por muito tempo. Não precisa ter vergonha ou falar que você não é desse jeito, sempre formulamos uma imagem, esperamos que os outros atinjam nossas expectativas e por isso que as vezes achamos bem estranho que um amigo faça algo que nunca imaginamos. Culpa da primeira impressão. Preconceito é você ficar com essa ideia pré-formulada e nem se dar ao trabalho de conhecer os outros mais a fundo para saber se eles são mesmo isso que você acha.
Eu formulei uma primeira impressão sobre essa sorte do orkut, mas percebi que tomei decisões precipitadas depois que procurei qual era a definição correta de judgement. Achei isso no dicionário da Cambridge: uma decisão ou opinião formada sobre algo ou alguém após pensar cuidadosamente.
E está aí, saber respeitar os outros e agir sem preconceito é tirar um tempo para encontrar os valores que cada ser humano possui. É querer conhecer e descobrir mais sobre o mundo através dos outros e não simplesmente ignorá-los pelo que você acha que eles são. Para falar a verdade, é um pouco do que saiu na minha sorte do orkut de hoje: Quando as pessoas falarem, ouça completamente. A maior parte nunca ouve. E por isso que há preconceito. E preconceito só serve para escrever romances maravilhosos.
(Post para o Blorkutando)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quando eu crescer

Olha que pessoal bonitinho da Disney. Todos jovens, com peles lindas, cabelos arrumados e roupas coloridas. Admito que sempre tive uma queda por qualquer um que fosse subordinado do Mickey Mouse, desde princesas até vilões. O fato é que quando se vê uma foto dessa com todo mundo tão feliz e... sei lá, cool, sempre dá uma vontade de aparecer lá no meio para saber como é fazer parte desse grupo.
Não, eu não tenho 11 anos de idade. Estou falando dessa aparência que faz qualquer um sonhar em participar do mundo encantado das celebridades, não importa qual, sejam os astros mirins da Disney ou o pessoal no tapete vermelho do Oscar. O mundo inteiro sabe que eles são pessoas normais que vão ao banheiro, se alimentam, não podem sair de casa em paz e que, ás vezes, sofrem até mais do que nós, meros desconhecidos. Mesmo com isso na cabeça de todos, insistimos em levar um susto quando surge alguma polêmica em volta dos astros e da fama deles.
E como a gente descobre se essa fama está crescendo? Nos últimos tempos, analisando o twitter. Na semana que o Michael Jackson morreu era MJ nos trending topics (assuntos mais comentados) todo dia. No fim de semana estreiou o filme Princess Protection Program no Disney Channel e quem desbancou o rei do pop? As duas estrelas teens da Disney (e eu achei que o filme nem fosse fazer tanto sucesso...). Na semana seguite MJ ainda estava lá, mas quem informou que estava noivo? Um dos Jonas Brothers, e lá vai Michael para baixo. No sábado a Miley Cyrus fez um livechat com os fãs e a menina aparece nos trending topics.
Isso porque são todos adolescentes e conhecidos somente por aqueles que tem algum contato com o público-alvo. Eles são famosos, mas não é todo mundo que sabe quem é esse povo. Agora, se eles fazem todo esse estardalhaço, imagina se existisse twitter na época dos Beatles, Elvis Presley ou quando, o mesmo MJ que não sai de lá hoje, lançou Thriller? O sistema ia sobrecarregar todo dia por causa dos shows dos Beatles ou quando Elvis lançasse um novo filme. A internet inteira precisaria tomar providências sérias para essa bagunça.

É pessoal da Disney, vocês são famosos, mas ainda falta arroz e feijão para chegar lá. A boa notícia é que vocês são jovens e fãs são fãs em qualquer época, tanto nos anos 80 como no século XXI, e eles sempre tentarão criar uma revolução por causa dos ídolos.

sábado, 4 de julho de 2009

Crise de identidade

Na rua, parei para responder um desses questionários sobre propaganda e consumo.
- Com que frequência você vai a um concerto?
- Ah, todo mês.
- Você foi em quantos no mês passado?
- Nossa, acho que uns três.
- ...
Depois que eu percebi que três concertos em um mês é até que bastante coisa. O moço me achou meio estranha, mas continuou.
- Você assiste A Fazenda, na Record?
- Não (blergh!)
- Você assiste Toma Lá Da Cá, na Globo?
- Não.
- Assiste Caldeirão do Huck?
- Não, haha.
Eu ri porque percebi que esse questionário não iria muito adiante comigo. Ainda bem que o moço levou na esportiva e também riu.

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Depois de comer doces de todos os cantos desse país no Salão do Turismo, eu vi uma banquinha servindo castanha do Pará. Lembro de ter comido isso uma vez e não ter gostado. Como meu gosto sempre muda, comi de novo e voltei umas duas vezes para pegar mais. Na última vez trombei sem querer em um moço que devia ter percebido meu exagero comendo castanha. Ele soltou um "opa" e eu dei uma risadinha. Quando estava indo embora ele pergunta:
- Você é brasileira?
- ... Sou ...
- Ah, é que não parece. Você parece gringa.
Ahn? Só porque eu sou branquela e comi muita castanha? O senhor ainda não passou pelo stand da região Sul, né? (além disso, aparentemente eu não assisto nenhum programa da televisão brasileira :P)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

My teenager life


Talvez porque ela realmente tenha tido que ir à escola, estudar, passar pelos apuros de uma adolescência normal, as músicas da Taylor Swift tem sempre esse clima high school. É tão, tão adolescente americano que chega até a dar um pouco de raiva.
A menina feinha, sempre de óculos e camiseta, (coisa que lembra alguém, hum... eu!) que gosta do amigo, mas esse namora a líder de torcida exibida, e, só no dia do baile (oh! O grande baile!), ele percebe que o verdadeiro amor está ao lado dele. Tão doce e açucarado que dá até vergonha. Trilha sonora de um livro da Meg Cabot, mesmo que sempre tenha algo nos livros dela que torna a história diferente.
Se a sua adolescência foi assim, acho que a minha não foi (ou é, sei lá) normal. Até hoje eu uso a camiseta e os óculos, não fui a minha formatura usando vestido, nem cheguei a sofrer (tanto) de amores impossíveis. E a dos meus amigos também foi mais ou menos isso. Como nós não fazíamos parte da tchurma "popular", nem sei se em outro universo realmente a adolescência seja assim.
O que posso concluir é: de high school americano eu tive um armário e ele não tem tanto romantismo aqui ao sul do Equador. A gente não podia colar adesivos, ninguém colocava bilhetes, mas ele era bem útil para guardar os tijolos de Biologia.
Taylor, a música e o clipe são bonitinhos, mas a história não foi a minha realidade.