sexta-feira, 17 de julho de 2009

No ônibus

Eu tinha 13 anos, início da adolescência. De repente tudo havia mudado e eu queria mais daquele que antes era só um colega. Não me atreveria a contar-lhe minhas emoções, se nem eu estava entendendo como ele poderia compreender? No momento a única coisa que eu gostaria de saber era se ele também ficava nervoso a me ver, se sentia vergonha por não conseguir falar direito comigo ou se sentia as mesmas cócegas na barriga como eu sentia ao vê-lo.
Verdade seja dita, eu nunca perguntaria isso a ele, as possibilidades de ouvir um “não” eram assustadoras e as de ouvir um “sim”, constrangedoras. Eu era muito imatura e ele já saia com outra garota bem melhor do que eu imaginaria ser.
Hoje, cinco anos depois, recordo-me de tudo porque o vejo entrando no ônibus e vindo em minha direção. Por que o destino insiste em recuperar o que ficou inacabado no passado para ser resolvido direito?
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Eu escrevi esse texto em janeiro e acho que estava tentando ver o quanto clichê eu poderia ser. Ele não acaba aí, tem toda a história dos dois, a menina fica no mundo das lembranças o tempo todo, enquanto tenta conversar com o garoto. O final é bonitinho (até demais) e, vai lá, um dia, talvez, eu possa escrever um romance adolescente. Já sei todos os ingredientes da trama, só não sei quem iria comprar esse livro (não sou boa de marketing pessoal).
(Post para o Blorkutando)

Um comentário:

Bruna disse...

Posta o resto da história?
posta, posta! rsrs
Ficou ótima.
Outro dia fiquei me reclamando de não gostar de nenhuma fic, é tudo realmente clichê. Mas vindo de você, não acho que ficou clichê não ;;)
beijooos