sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Música de fundo

Durante a tarde, em uma sala meio amarelada por causa do sol indo embora, eu pedia à minha mãe colocar uns LPs (!) com músicas evangélicas para crianças. Vestia-me feito uma bailarina e dançava pelo cômodo (só fingia, nunca fiz aula de dança, eu achava que iria aprender sozinha).
Quando cresci um pouco entrei em uma fase Eliana: não gostava de Angélica, Xuxa e das outras apresentadoras loiras. Hoje eu acho a Eliana um antipática sem noção, mas naquela época eu gostava das musiquinhas. Fazer o quê, meu passado musical me condena.
Aos 10 anos, minha mãe trouxe para casa uma fita cassete (!²) com gravações de músicas da Chiquinha Gonzaga, do Pixinguinha e do Villa Lobos. Nem preciso dizer que amei tudo aquilo, até porque eu tinha começado a estudar flauta-doce e minha paixão por essas músicas instrumentais estava só no início.
Prestes a entrar no Ensino Médio, comecei uma fase de ficar doida por animes e mangás. Cada abertura/ encerramento já era mais uma música para eu procurar por aí. Alguns cantores hoje machucam meus ouvidos com vozes finas demais, mas outros mostraram que são bons de verdade.
Até aí eu não conhecia uma grande variedade de músicas; na verdade, era bem fácil listar aquilo que eu ouvia. Comecei a pensar que eu tinha que mudar isso: eu ficava de fora de algumas conversas e, o pior, eu queria seguir na área de jornalismo musical! Como fazer isso se eu conhecia meia dúzia de cantores desconhecidos para maioria? Ganhei um mp4 e sai a caça de todos os artistas, pesquisei sobre notícias de gente que eu nem gostava tanto.
O que acontece hoje é o mesmo que aconteceu com a minha realidade dos livros: eu percebi que nunca conseguirei ouvir tudo que esse mundo produziu, nunca entenderei todos os gêneros musicais e, por mais que eu queira que a minha trilha sonora tenha mais de 100 faixas, os momentos importantes não são compostos pelas músicas que você tenta conhecer e apreciar, mas, sim, por aquelas canções que você realmente gosta. Como aquelas músicas nas tardes ensolaradas dançando ao som dos LPs e tentando ser uma bailarina.

4 comentários:

Anna disse...

Eu cresci com música, desde pequena eu sempre fui na dos meus pais que eram muito fãs de mpb. Aí eu passei por aquela fase obscura que a gente prefere não comentar, mas que toda pessoa tem que passar, e depois fui pesquisando e descobrindo internet afora aquilo que eu realmente gosto. E de uns tempos pra cá, voltei a ouvir os velhos cds de mpb dos meus pais e preciso dizer que tô achando incrível, primeiro porque tô reconhecendo a superioridade musical dos trabalhos e segundo porque todas elas carregam um pouquinho de mim.
Beijos

Natália disse...

Pra cada fase uma canção. beijos

Bruna disse...

Eu tenho um gosto musical bem diferenciado, mas as vezes até gosto de curtit uma música mais badalada. Amo músicas que envolvam o espírito, que dispertatem alegria, melancolia ou loucura rs de tudo um pouco. Muitas a gente canta ou curti mesmo só por qe está na moda, mas essas a gente canta por que gosta e isso é o melhor.

Giovanna disse...

Pra cada fase uma canção. 2 Concordo, meu passado musical também diria que me condena, mas na época era o que me fazia feliz. Hoje muita coisa mudou comigo, mas a musica em si sempre estara onde quer que eu vá.