sábado, 31 de outubro de 2009

Apressada

Um post para as minhas teorias "literárias" (nem tanto). Mais aqui e aqui.

No início deste semestre fui avisada de que teria que fazer um trabalho sobre um livro cujo nome é uma mistura de tecnologia com Shakespeare. Decidi que o leria quando faltassem três semanas para a entrega, totalmente possível finalizar a obra nesse período. Algumas semanas depois, o blog Fio de Ariadne divulgou uma nova leitura coletiva, dessa vez com Orgulho e Preconceito; eu, sempre a procura de uma desculpa para ler Jane Austen, não perdi a oportunidade.
Teria um mês para ler a obra austeniana. Comecei muito calmamente, em um dia eu lia, as vezes, poucas páginas, mas aproveitava cada linha. Até eu receber a notícia assustadora: o professor anunciou que na semana seguinte queria um relatório de como estava indo o trabalho, e eu nem sabia a cara do livro. Sai afobada para a biblioteca, peguei a obra e no dia do relatório já tinha lido mais da metade.
No início, fiquei chateada em deixar Orgulho e Preconceito de lado e pensei até em ler este de forma afobada também. Mas, mesmo que eu leve um tempo a mais para ler Jane Austen, não tem (tanto) problema. A realidade é que livros bons não foram feitos em uma semana e, muito menos, são lidos tão rapidamente. Não me importo de deixar essa leitura para depois, desde que eu possa aproveitá-la de forma merecida. Jane Austen me entenderia.
PS: Apesar deste post, fiquem calmos que semana que vem Orgulho e Preconceito já estará lido e eu posto a resenha por aqui, como prometido para a blogagem do "Fio de Ariadne" :)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Conversa de banheiro

Em uma das cabines do banheiro, ouço duas meninas conversando do lado de fora (conversa de banheiro nunca é confidencial, fato).

- No colégio eu comia muito, um pacote de bolacha todo dia, aí eu fiquei... gorda.
Análise da fala: Magrinhos falam (ou não) que foram "gordos", mas eu nunca me deparei com um gordinho falando que é "gordo". Com exceção de casos humorísticos, gordinho é "gordinho" e por isso deduzi que a menina era magra. E acertei, como vocês verão adiante.

- Aí eu entrei na adolescência e comecei a me controlar.
- Ah, você é magra mesmo.
- É, estou com 55 quilos agora. Mas, você que é magra.
- Ah, eu peso 51 quilos.

E eu lá na cabine e, como vocês já devem ter percebido através da análise da minha fala, eu sou gordinha. Não sou enorme, mas estou (muito) longe dos 55 quilos ali. *E se eu saísse no banheiro e as meninas comentassem, escondidinhas, "nossa, você viu aquela menina... não-magra ali." É, eu pensei nisso e, depois de muito analisar, resolvi não ligar para o que elas pensassem. Demorei para tomar essa decisão, mas sai, até porque eu não queria mais ficar no banheiro.

Sai da cabine, naquela super confiança e... ouço as duas garotas passando pela porta e conversando animadamente. Não deu tempo nem de reparar se elas eram mesmo magrinhas (poderiam ter 50 quilos e serem baixinhas). Pelo menos fiquei feliz por ter me sentido em uma cena de Tamanho 42 não é gorda.

*Isso não é um manifesto contra magrinhos, ok?!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

De mal a...

Seria bem legal se eu pudesse dizer que "cada um fazer para o outro aquilo que deseja para si", resolveria todos os males do mundo. Ninguém deixaria o trabalho "encostado" no grupo porque não gostaria de fazer o projeto sozinho e ainda se sentir na obrigação de colocar o nome de todos. Assassinos não surgiriam de uma hora para a outra porque qualquer dia a pessoa na frente da pistola poderia ser ele próprio. Perceber a importância dos outros e deixar de lado a ideia de que VOCÊ é o centro do mundo; talvez, esse seja o início para uma humanidade mais forte, um mundo mais consciente.
E isso parece tão distante. Na verdade, não cabe a mim, alguém que nem saiu da adolescência direito (ou acabou de sair, não sei), tentar entender e explicar os motivos para alguém roubar, pichar a carteira da escola, plagiar um texto ou qualquer coisa pior. Só posso ficar com meus pensamentos, imaginando aquilo que pode ser mudado, expressando minhas opiniões. Pelo menos eu não ignoro a realidade que está a minha volta.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Merchan...

Hoje publicaram a minha resenha de O diabo veste Prada no blog O que elas estão lendo!?; um espaço para mulheres (e homens) que... leem. Caso queiram saber mais sobre o que achei do livro, já comentei aqui. Hoje me senti meio malvada, não estou acostumada a criticar de maneira tão forte um livro (é, aquilo é forte para mim).

Isso não significa que o post abaixo pode ser esquecido. Ele só ficou um dia aqui em cima, então, se você ainda tem um tempinho, por favor, o leia (eu peço de coração).

domingo, 18 de outubro de 2009

Diferente da geração da Coca-cola...

Aquilo que mais pedem em escolas, empresas, faculdades, cursos e até em casa é para o "envolvido" dedicar-se dia e noite naquilo que está fazendo. Esse contexto, claro, fica mais complicado com uma agenda cheia.
Enquanto você estuda para a prova, pensa no assunto do próximo post do blog. Quando está na aula, lembra que precisa fazer o almoço. No computador, fica ligado em todas as redes sociais ao mesmo tempo que termina de redigir um artigo. Aparentemente, nunca usamos nosso tempo para somente UMA atividade.
Até que chega o momento decisivo, a hora H. É o dia da prova do vestibular, a estreia da sua peça de teatro, a noite da festa que você estava planejando, a hora da entrevista de emprego, o momento de apresentar seu projeto. É agora e você esquece os problemas que estão lá fora. Esquece que você vai ficar parado em um congestionamento terrível, esquece que a internet existe, esquece do livro que estava lendo, esquece que quando chegar em casa terá que estudar para o teste do dia seguinte. Sua mente pertence ao universo daquele instante, daqueles poucos (ou muitos) minutos.
Apesar de sermos parte da chamada Geração Y que é tão bem conhecida por ser infiel e distraída, ainda temos nossos momentos. Sabemos quando podemos dedicar o tempo a vários assuntos e quando é hora de viver intensamente os minutos. As vezes, só falta darem um pouco de crédito.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

É complicado trabalhar com um cupido

Eu já estou cansado desse trabalho! Essa coisa de ficar jogando flechinha nos outros, você deve achar muito romântico, mas é como o seu emprego onde você escreve relatórios. Eu escrevo romances e eles dão muito trabalho. Se não bastasse toda a burocracia aqui da agência, ainda tenho que aguentar colegas chatos que fazem qualquer coisa para ganhar uma comissão maior que a dos outros.
Esses dias eu encontrei um futuro casal perfeito, feitos um para o outro. Joguei a flecha na menina e, quando percebo, um outro cupido jogou a flecha no menino e isso fez com que ele se apaixonasse por outra pessoa, não pela garota que EU escolhi. E agora ela fica chorando pelos cantos, inconsolável, enquanto o menino tenta ganhar o coração de outra que, ao meu ver, não tem potencial para romance.
Depois dessa eu resolvi que iria me aliar a alguns colegas, talvez o trabalho ficasse mais simples. Doce ilusão... sabe aquela frase no amor e na guerra tudo é válido? Provavelmente foi um cupido que criou. Decidi com um colega qual seria o casal-vítima. Ele, muito esperto, resolveu acertar mais algumas pessoas por aí e, assim, economizar tempo e conseguir uns namoradinhos a mais. Agora nós temos um triângulo amoroso, dois meninos apaixonados por uma menina que pensa que gosta de ambos. E mais uma dor de cabeça para o cupido aqui que não sabe como resolver esse problema...
Apesar de todos esses "poréns", semana passada eu vi algo que é, provavelmente, o motivo pelo qual eu estou nesse ramo desde a Grécia Antiga. Em um desses desentendimentos, uma menina apaixonada foi ignorada pelo amor da vida dela. Pensei que seria mais um desconto na minha folha de pagamento, mas não. Apesar de estar com medo, assustada, insegura, ela ainda estava apaixonada e foi conversar com o garoto. Não digo que ele logo se apaixonou por ela, mas eles tiveram uma conversa legal e vai saber o que acontece depois.
O emprego de cupido pode não ser um mar de rosas como todo mundo imagina, mas nós ainda despertamos algo nos seres humanos que está em falta e os muda de maneira radical para fazer coisas que eles nem imaginavam que poderiam. Vai, é um emprego interessante.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Livros bons não são resumidos

Esses dias tentei resumir Emma, da Jane Austen, para uma amiga. A história ficou mais ou menos assim:
"Emma já está em uma idade para ser considerada solteirona. Ela mora com o pai, é bem rica e tenta encontrar parceiros para as meninas. Até que, em uma dessas tentativas, ela diz à menina que um moço gosta dela, mas, na verdade, ele não gosta e aí ela precisa resolver tudo."

Se eu lesse esse resumo eu desistiria na hora de ler Emma. Parece mais um romance chato com desfecho previsível. Só que explicar mais do que isso seria contar o final.

Agora tente resumir um livro que você não goste. Eu sempre disse que A Cidade e as Serras é a história do rato do campo e do rato da cidade com seres humanos nos papéis principais. Ou que Iracema é a Pocahontas brasileira. Simples e fácil, pelo jeito só consigo indicar livros para os meus inimigos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Simpatia de ônibus

- Quer que eu segure a bolsa?
- Ah, obrigada.
Continuo lendo até a moça ao meu lado levantar e sair. A garota, cuja bolsa eu estava segurando, sentou junto comigo e comentou:
- Eu estou lendo um livro parecido com o seu, é história do Brasil bla-bla.
- É, esse livro é para a faculdade.
- Ah, o meu também.
E eu volto para a leitura com a estranha impressão de que a garota queria continuar a conversa.
Não que eu não seja simpática, sempre falo "bom dia" ao cobrador e peço licença antes de sentar ao lado de alguém, mas esse era um daqueles dias em que eu mais queria era me esconder do mundo e ficar quietinha em um canto.
Eu geralmente pego o mesmo ônibus, faço um tchauzinho para o motorista e papeio um pouco com o cobrador. E sempre, sentado logo nos primeiros bancos, tem um menino que desce no mesmo ponto que eu, pega a mesma rua e, pasmem, vai para o mesmo prédio da faculdade. Como ele entra primeiro no ônibus, EU fico parecendo a perseguidora.
Um belo dia resolvi cortar a social e subir em outro ônibus que faz um caminho totalmente diferente, mas vai para o mesmo lugar. Quando entro, quem está no primeiro banco? O MENINO! Fiquei com vergonha, pensei em descer ali mesmo com a desculpa de que tinha pego o ônibus errado. E, de repente, eu queria voltar para o cobrador simpático e, talvez, até conversar com a garota do outro dia.

PS: a falta de posts esse semana foi por conta da falta de internet, não de simpatia. A falta de criatividade também tem sido um problema, vide esse post sem-graça.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ok, mudei

Pelo menos aqui em casa, todo mundo já sabe: não dá para marcar um compromisso de repente, de última hora. Tirando aqueles momentos em que eu estou sem nada para fazer, caçando algum lugar para ir, nos demais dias eu preciso me preparar psicologicamente antes de sair de casa. Agora imagina a minha situação para uma mudança de verdade...
O ser humano vive na sua "zona de conforto", onde está tudo bem, não é preciso mudar. Aliás, para quê mudar? Mudanças nos trazem tristezas, decepções, desânimo para continuar a vida. Ninguém quer ir morar em outra casa, terminar o colégio, ficar velho, arranjar um emprego ou sair do útero quentinho da mamãe.
É, quando nascemos saímos daquela barriga aconchegante que nos alimenta e protege. Chegamos a um mundo brilhante e barulhento com gente vestindo roupa branca que nos coloca em uma mesa gelada e nos separa de nossa mãe. E aí? E aí choramos.
Apesar do choro, da ansiedade e da dor de barriga, as mudanças, e, consequentemente, as decisões, fazem parte do cotidiano e sem elas o mundo não se move. São com as reviravoltas da vida que acordamos para a realidade, percebemos que nem tudo é fácil e que precisamos lutar para conseguir aquilo que queremos. Apesar de uma mudança vir depois da outra, sempre temos um intervalo de felicidade em que dizemos "pronto, terminei e superei mais uma".

Um registro [2]

Mais alguns selinhos... O primeiro quem me passou foi a Letícia do blog Apenas teu sorriso. Obrigada!
Regras:
1.Exibir selinho no seu blog.
2.Quem indicou o selinho?
3.Cinco desejos de consumo que te deixariam mais glamourosa:
1. Escrever em uma revista de música (glamour!); 2. Escrever um best-seller; 3. Ler todos os livros que eu tenho na espera; 4. Assistir um musical da Broadway ou uma apresentação ao estilo de Glee (ok, isso foi de uns tempos pra cá); 5. Ter uma camera fotográfica daquelas bem legais (sim, essa é a melhor definição).
4.Indicar 5 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas. (todo mundo sabe que eu não consigo indicar. Quem quiser o selinho, fique a vontade para pegar)

O segundo selinho veio do blog da Pati Araújo, obrigada!
Regras:
Indicar nove blogs para receber o selo. (Idem regra 4 do selo anterior)
Escrever nove características suas.
1. Leitora voraz; 2. Criativa (pelo menos acho); 3. No momento, louca por algumas séries; 4.Viciada em internet; 5. Leitora de mangás (:B); 6. Feliz; 7. De vez em quando, infantil; 8. Tem um xodó pelo blog; 9. Por essas e outras, nerd.
Qual o seu doce preferido.
Torta de morango (sem comentários *.*)