sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O que Olga faria

A verdade é que eu nunca fui uma menina muito corajosa. Não sei se é timidez ou medo mesmo, mas eu não sou daquelas que puxam assunto com qualquer um, que não tem vergonha de fazer o quer, que tem coragem de desabafar tudo na cara da pessoa que não gosta muito, que tem orgulho de dizer que faz parte do grupinho tal e apoia o governo do fulano.

Na última semana eu resolvi ler Olga, e a vergonha da minha falta de coragem só tem aumentado. Se eu tenho medo de revelar e fazer umas coisas insignificantes, Olga tinha audácia de se filiar ao Partido Comunista aos 15 anos e, na semana seguinte, sair pela cidade colando cartazes proibidos pelo governo. Aquela fase da adolescência que acreditamos ser marcada por indecisões e receios não parecia ser assim para os jovens alemães. Olga saiu de casa aos 18 anos e fazia parte de um grupo quase inteiramente composto por "crianças" que, sem se sentirem intimidados, invadiram um julgamento para salvar um companheiro.
Isso tudo até a metade do livro, parte na qual Olga entra na frente do marido Prestes e, desarmada, o protege da polícia que está à caça de comunistas para serem torturados.

E a gente aqui com medo de chamar alguém para sair ou de pedir informação na rua.

7 comentários:

Jana Barreto disse...

hum... realmente, algumas pessoas tem o "dom" de ser corajosos assim que nem a Olga. Eu cheguei a ver só o filme, não gostei muito... Não sou apaixonada por assuntos politicos, embora eles devam interessar a todos, essas questões tbm nos dizem respeito, né? Mas, enfim...
eu sou uma covarde de primeira linha. Mantenho minha alma e pensamentos trancafiados quase 24 horas por dias, os coitados. kkk
Beijão! =*

Guará Matos disse...

A mulher tem importância nas decisões do mundo!
A presença, reivindicação, opinião e equilibrio. A mulher é um conjunto de forças.
Seja forte.
Decida e haja.
Bjs.

Natália disse...

Olha, depois dos meus 15 eu não tinha mais vergonha de falar com quem não conheço, chamar alguém pra sair, pedir informação pra alguém, etc. Fiquei sem vergonha mesmo, no bom sentido se é que existe no mau. HAHA Beijos

Paula disse...

Barbara,
Vim falar do seu layout que tá um encanto! Vc mesma que fez? Vou já pesquisar esses ilustradores!
Bjos,
Paulinha

Guará Matos disse...

Iiiihhh!, já estava me esquecendo de convidar você para visitar o Blog: RIO ENTERTAINMENT/ jafogandooganso.wordpress.com/ e conhcer a hist´roria de uma das mulheres mais revolucinárias de costumes do Brasil. Leila Diniz.
Visita e deixa um comentário, ok?

Joyce Carolini. disse...

"E a gente aqui com medo de chamar alguém para sair ou de pedir informação na rua".

Excelente texto! Bem escrito e maduro!
Amei!

Beijos Bárbara!

Sofia A. disse...

Pra mim, ela foi a mulher mais incrível que já pisou na Terra.
Comecei o livro, mas depois minha avó de Curitiba veio pra minha cidade e levou ele embora, e eu fiquei sem terminar.
Deu uma vontade tão grande agora!
Um beeijo!