quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E ano novo também

Assistir as retrospectivas na TV faz com que eu quebre um pouco a ideia de que um ano é muito tempo. Fico imaginando "Nossa, parece que isso foi ontem!"; mas, dali a pouco, sai um "Pensando bem, faz um tempão mesmo". Dez anos, então, se eu não analisar direito, parecem uma eternidade.
Talvez porque essa década tenha sido a de maiores mudanças da minha vida (inteira, não até hoje), aquela idade em que tudo acontece, tudo muda. Eu tinha 10 anos, sai do Ensino Fundamental, entrei no Ensino Médio, tive que escolher uma carreira , entrei na faculdade. Muitos colegas passaram, muitas pessoas sumiram, muitos amigos surgiram, nem todos permaneceram. Tive que fazer muitas provas, descabelar-me com os estudos diversas vezes, aprender a crescer.
Mesmo que em 2010 eu chegue a "idade adulta" (não me sentindo muito adulta...), tenho certeza que sempre vou lembrar dessa década. Não importa os empregos que eu vá aceitar, os trabalhos de fim de semestre que terei que entregar, os novos amigos que farei, os "velhos" amigos que continuarei a encontrar, os lugares que conhecerei, os livros que lerei: não importa, sempre vou lembrar da década que começou com a falsa virada do século.

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Aproveito para desejar a todos os leitores um feliz 2010! Aproveitem bastante, comam muito nesse réveillon, leiam muito no ano que vem... Enfim, façam muito aquilo que vocês gostam de fazer (não sou boa para votos de felicidade).

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Saldo 2009

Mais uma vez venho colocar a listinha com os livros que li durante o ano. O Biscoito e Bolo é um arquivo, por isso acho digno postar essa lista para, daqui muitos anos, quando eu tiver uma biblioteca imensa e for velhinha, eu realmente recorde meus pensamentos literários.
Enfim, já enrolei todo mundo (as férias revelam esse meu lado criativo) e vamos à lista com os links para os comentários que eu fiz por aqui:

Várias histórias (Machado de Assis)
Esse eu li só porque queria algo leve. Foi tão leve que não lembro uma história completamente, só recordo que gostei. Admito, foi uma leitura desleixada e Machado não se orgulharia.
A Mediadora - Terra das Sombras (Meg Cabot)
Li no começo do ano e até agora não peguei o segundo volume. Vamos ver se em 2010 leio mais um...
Emma (Jane Austen)
Mr. Knightley, precisa falar mais?
O que é ser jornalista (Ricardo Noblat)
Eu gostei mais de A arte de fazer um jornal diário, que eu li em 2008. Este era um "manual" para o jornalismo, o deste ano era mais como uma biografia. Não deixa de ser um bom livro.
O cão dos Baskerville (Arthur Conan Doyle)
Não sei se é regra isso (foi o primeiro Conan Doyle que li), mas espero mais Sherlock e menos Watson da próxima vez.
Avalon High (Meg Cabot)
Gostei, tanto que está autografado, haha.
Peter Pan (James Barrie)
É bonitinho e eu sempre tenho esse momento "conto de fadas" no ano.
Lucíola (José de Alencar)
Neutro que nem foi com Diva; Senhora continua soberana sobre as duas.
Mansfield Park (Jane Austen)
Fanny foi a protagonista austeniana mais parecida comigo e o livro até rendeu uma peça de teatro (quase...).
Romeu e Julieta (Shakespeare)
Gostei, mas não foi maravilhoso. Deveria ter lido Hamlet já que eu estava no período Som e Fúria.
O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini)
Esse foi ótimo! Mesmo, recomendo para qualquer um e, talvez, tenha sido o melhor do ano.
O diabo veste Prada (Lauren Weisberg)
Como colocam no twitter: #fail. Esperava mais.
A escrava Isaura (Bernardo Guimarães)
Neutro, sem grandes comentários.
Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
Sempre bom, na segunda vez melhor ainda.
Olga (Fernando Morais)
Foi tão bom quanto A Ilha. Ambos mostram esse lado jornalista, pesquisar e aprofundar-se em um assunto para falar sobre ele, ter certeza dos fatos.
O mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Terminei ontem, esse merece um post.

Foram esses os livros, fora aqueles para a faculdade que ocuparam boa parte do meu tempo de leitura no ônibus. Do que eu prometi ano passado só cumpri ler a Bíblia em um ano (uhul). Falta Persuasão para completar o sexteto Jane Austen e nem encostei em C.S.Lewis. Não vou prometer nada, por enquanto, vamos ver o que eu consigo ler no, aparentemente, atarefado 2010.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

25/12

Diferente de muita gente, eu consigo postar o "Feliz Natal" no dia 25 de dezembro. O natal aqui em casa, geralmente, é com a família se reunindo na casa de algum tio, na mesma cidade, há 1h30m de distância.
Esse ano eu estava em um desânimo só. Fui montar a árvore no dia 24, só me toquei do natal quando faltavam alguns dias para a festa. Antes da ceia, minha avó foi fazer uma oração e, pode parecer clichê, mas foi quando eu lembrei o quanto o natal é importante.
Eu sei que muita gente que lê esse blog não acredita nas mesmas coisas que eu, mas quando eu ouvi aquelas palavras que um dia Jesus tinha vindo até a terra, nascido e morrido por causa de mim, foi quando eu lembrei que o natal não é qualquer dia e é muito mais que uma comemoração.

Por isso, eu desejo a todos que leem meus posts e comentários aqui, que esse sentimento lindo e gostoso do Natal permaneça por muito tempo. Que não seja só mais uma festa, mas que possamos aproveitar cada momento com a família, os amigos e a felicidade que vem junto. Que o coração de vocês se sinta aquecido todo dia. Feliz Natal!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A vida é uma entrevista

Esse semestre eu assisti a uma palestra com a Ana Paula Padrão (diretório chique...) e, logo no início, ela disse que o primeiro mito que gostaria de destruir era aquele que dizia que o jornalista não poderia ser tímido e precisava ser muito extrovertido. Eu quase quis pular no palco e dar um abraço nela, porque isto tinha tudo a ver comigo.
Eu nunca fui a pessoa mais animada e envolvida em eventos socias e, acreditem, isso é complicado em Comunicação, curso conhecido por ser o mais baladeiro (essa fama se estende em diversas Universidades, até onde eu sei). Se não bastasse esse fato, quando eu digo que faço Jornalismo muita gente já solta um: "Ah, mas para isso precisa ser bem... comunicativo", nas entrelinhas, "coisa que você não é". Estranhamente, nas (poucas) entrevistas que eu tive que fazer, não me senti muito acanhada. Na realidade, acho que eu até canso um pouco os entrevistados com a quantidade de perguntas e fico surpresa como eu sou curiosa.
Por isso, se eu tiver alguma promessa para 2010 será: "fazer da vida uma entrevista". Sim, tratar a todos como entrevistados e eu como a necessitada de informações a procura de novidades. Fazer muitas perguntas e, assim, não deixar o assunto acabar. Já me vejo como uma pessoa mais simpática, sociável e bem recebida em festas, eventos e tapetes vermelhos.

Como minhas promessas dificilmente são cumpridas (essa, principalmente, por ser um pouco fria com a humanidade) e eu sou mais legal na internet, só deixo uma ameaça: preparem o formspring.me de vocês, ano que vem estarei pronta para bombardear perguntas, muahaha.

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Aproveito esse post para divulgar o projeto "12 Livros em 12 Meses" promovido pela Paula, do blog Canetas Coloridas. Maiores informações aqui ou no selo ali embaixo da sidebar.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Errando...

O tempo não cura problemas, só faz pensar.
Na hora do desespero a gente fala besteira, toma as piores decisões, entra em pânico. Erra. Dez minutos depois, a consciência volta ao normal e você percebe que deveria ter feito tudo de outra forma. Você se arrepende, não se perdoa.
Passado o choro e o stress, você se conscientiza que não dá para mudar o que foi feito. Pensa um pouco na forma que agiu, coloca a culpa em você mesmo, nos colegas, no mundo. Isso não dá certo e você chega à conclusão que precisa aceitar os erros como uma lição. Segue em frente e tenta não cometer as mesmas bobeiras de uns tempos atrás.
Porém, outras burrices surgem no caminho. Novos erros surgem, a caminhada de tristeza recomeça e, de repente, damos conta de que aquele erro (aquele do início do post que você esperneou) não era o primeiro ou o último e, menos ainda, o pior defeito da sua vida.
Só o tempo ensina a perceber que os problemas não são tão horripilantes e indecifráveis como parecem. Só o tempo faz a gente pensar nos erros e tentar não os cometer pela segunda vez. Só o tempo nos deixa chorar, desabafar e dá minutos para que possamos pensar em coisas piores que poderiam ter acontecido e como somos felizes por termos só aqueles "probleminhas".

EDIT: Fiquei em terceiro lugar na 64º semana do Blorkutando. Obrigada!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cliques do Bresson

Henri Cartier-Bresson é um dos mais famosos nomes da fotografia por causa de seu estilo único e inovador para os moldes da época. Nasceu na França, em 1908, e, quando jovem, interessou-se pela arte, principalmente o Surrealismo.
Em 1931, ele começou a se interessar por fotografia (alguns dizem que ele foi inspirado por essa fotografia de Martin Muncacski, mas eu não encontrei dados que confirmassem) e, em 1933, conheceu a Leica. Esta câmera de 35mm já era famosa entre jornalistas e fotógrafos por ser pequena e silenciosa, e, por isso, permitir aos profissionais fotografar sem atrapalhar alguém ou um evento que esteja acontecendo.
Bresson utilizou a Leica para aquilo que hoje costumamos utilizar a câmera do celular: capturar flagrantes. Seus cliques são inesperados e impossíveis de serem captados por uma segunda vez. É, realmente, a mágica da fotografia que é guardar e registrar um instante da vida. Enquanto alguns profissionais limitavam-se a fazer um retrato, o fotógrafo inovou, como tinha aprendido com os Surrealistas, e começou a armazenar momentos inusitados, a vida e as expressões das mais diferentes pessoas.
Henri Cartier-Bresson trabalhou para revistas como a Life, a Vogue e a Harper's Bazaar e, assim, viajou para Índia, Europa Ocidental, Estados Unidos, China, entre outros países. Morreu na França, em 2004.
Os flagrantes, que hoje parecem tão fáceis de serem capturados, na década de 30 eram uma novidade. A diferença é que, ás vezes, com tanta tecnologia ao nosso dispor, esquecemos do valor estético da imagem, atributo que nas fotografias de Bresson nunca falta. Estes flagrantes só tornam-se uma arte quando também são belos e bem criados; quando no ato de fotografar colocamos "na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração" como diria Henri Cartier-Bresson.Eu gostei daquele post Cliques do Otto e por isso resolvi falar sobre mais um fotógrafo. Sempre que encontrar alguém com imagens interessantes, coloco por aqui. Ainda sobre Cartier-Bresson, recomendo essa galeria só com retratos feitos por ele.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre capas e adolescentes

Em uma das idas a Livraria Cultura, deparei-me com essa edição americana de Orgulho e Preconceito. Sempre achei essas capas escuras muito bonitas. Por exemplo, não li Crepúsculo, mas acho as capas bem legais com aqueles tons de vermelho e preto. E foi pensando nisso que notei a semelhança das flores com as flores da capa de Lua Nova.
É uma versão (bem sucedida, diga-se de passagem) com o intuito de chamar a atenção dos leitores da Stephanie Meyer. A edição vem com o texto integral de O&P e uns extras como um teste para descobrir qual irmã Bennet você é (a Capricho se orgulharia), 10 curiosidades sobre Jane Austen e um perfil no Facebook da Elizabeth e do Darcy (com direito a O Diário de Bridget Jones entre os filmes favoritos).
A coleção ainda tem Romeu e Julieta e O Morro dos Ventos Uivantes com uma "discreta" etiqueta: "O livro favorito de Edward e Bella". Sou muito mais essas edições do que sair colocando zombies e monstros marinhos nos clássicos (aliás, eu acertei Emma e lobisomens, mas passei longe de Mansfield Park e múmias. Prefiro minha versão com vampiros).E, assim, a gente também espera que, com tantas edições dos livros da Jane Austen, as capas se afastem daquele típico tema guardanapo de cozinha com fotos e desenhos de flores sem graça. Uma coleção linda é essa da One World Classic (via Jane Austen Club) com fotografias bem delicadas nas capas. E, abaixo, mais algumas imagens (via Jane Austen em português) para fazer qualquer um assaltar uma livraria (essa segunda é um sonho de consumo só por causa da ilustração):
PS: Pode ser mais um post para minhas teorias litérárias (1, 2, 3) Gostei disso :)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sentimentos natalinos

* Os primeiros sintomas do final de ano começam quando surgem aqueles períodos assustadores de entrega de trabalho. Você não preparou nada durante o semestre e, quando percebe, tem TRÊS trabalhos para a mesma semana. Uma dose extra de choro, agonia, stress e, depois de muito surtar e lutar para ter uma ideia original, a gente corre atrás de entrevistas, videos e o MovieMaker salva as nossas vidas. Estranhamente, sempre surge uma semana vazia entre essa correria e a época de provas. Você, muito consciente, acredita que realmente vai estudar nesse período (doce ilusão...)

* O problema é que a semana de testes é a última mesmo e naquela correria de cada um sair em um horário e no nervosismo pós-prova, a gente sempre esquece de pedir email de um colega, ou marcar um encontro nas férias. São coisas banais que você poderia ter feito no semestre inteiro, mas só lembra quando sente falta da pessoa e percebe que não vai encontrá-la todos os dias.

* Pior do que isso é que, só agora, surge um tempo para você lembrar: "Ih, acabou o ano". E aí? E aí que acabou, começa um novo ano logo no dia seguinte e, na bagagem, vão todas aquelas promessas registradas e que nem tiveram tempo de serem colocadas na sua agenda atarefada (e preparem-se, elas podem ficar na gaveta até 2011).

* Para completar o clima natalino, temos o terror das lojas querendo vender de tudo um pouco e sites fazendo promoções que você não pode perder. Mas eu não me preocupo mais com isso porque hoje EU vi o Papai Noel: passando em frente ao shopping, aparece no ponto de ônibus um velhinho de cabelo e barba branca, porém não aquela coisa sebosa e suja que alguns hippies preservam, era uma barba bem arrumada e fofa como algodão. O senhor, com uma mala nos ombros, subiu a rampa do shopping e eu cheguei a duvidar que era ele mesmo, já que o homem não era simpático. Enganei-me. Na saída, eu encontro o Papai Noel novamente, dessa vez batendo sininhos, com uma roupa vermelha e, quem diria, um baita sorrisão.
Hoje eu posso dizer: "Eu vi o Papai Noel, mas ele não anda de trenó. Ele vai de lotação mesmo."

(Post inútil, eu sei, foi mais para desabafar. Pelo menos, ninguém pode dizer que eu não entrei no clima do natal.)