terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cliques do Bresson

Henri Cartier-Bresson é um dos mais famosos nomes da fotografia por causa de seu estilo único e inovador para os moldes da época. Nasceu na França, em 1908, e, quando jovem, interessou-se pela arte, principalmente o Surrealismo.
Em 1931, ele começou a se interessar por fotografia (alguns dizem que ele foi inspirado por essa fotografia de Martin Muncacski, mas eu não encontrei dados que confirmassem) e, em 1933, conheceu a Leica. Esta câmera de 35mm já era famosa entre jornalistas e fotógrafos por ser pequena e silenciosa, e, por isso, permitir aos profissionais fotografar sem atrapalhar alguém ou um evento que esteja acontecendo.
Bresson utilizou a Leica para aquilo que hoje costumamos utilizar a câmera do celular: capturar flagrantes. Seus cliques são inesperados e impossíveis de serem captados por uma segunda vez. É, realmente, a mágica da fotografia que é guardar e registrar um instante da vida. Enquanto alguns profissionais limitavam-se a fazer um retrato, o fotógrafo inovou, como tinha aprendido com os Surrealistas, e começou a armazenar momentos inusitados, a vida e as expressões das mais diferentes pessoas.
Henri Cartier-Bresson trabalhou para revistas como a Life, a Vogue e a Harper's Bazaar e, assim, viajou para Índia, Europa Ocidental, Estados Unidos, China, entre outros países. Morreu na França, em 2004.
Os flagrantes, que hoje parecem tão fáceis de serem capturados, na década de 30 eram uma novidade. A diferença é que, ás vezes, com tanta tecnologia ao nosso dispor, esquecemos do valor estético da imagem, atributo que nas fotografias de Bresson nunca falta. Estes flagrantes só tornam-se uma arte quando também são belos e bem criados; quando no ato de fotografar colocamos "na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração" como diria Henri Cartier-Bresson.Eu gostei daquele post Cliques do Otto e por isso resolvi falar sobre mais um fotógrafo. Sempre que encontrar alguém com imagens interessantes, coloco por aqui. Ainda sobre Cartier-Bresson, recomendo essa galeria só com retratos feitos por ele.

7 comentários:

Chica disse...

Já tinha visto os cliques do Otto e agora adorei esse também. Lidas fotos.beijos,tudo de bom,chica

Ana Carolina Paul disse...

Adoro fotografia! É tão inspirador, ainda mais pra mim, escritora, rs.
Eu queria fazer um curso de fotografia, gostaria de ter fotos tiradas por mim na parede de casa \o/

Beijocas
Ana

-     srŧα.Lεεђ (♫) disse...

adooro fotografia ²
gostei dessas ;)
beiijoos *--*

ps; obg pelo comentário e pela visita

Elaine disse...

Cartier-Bresson é tão mestre que mesmo quem não é um aficionado por fotografia (como eu) fica instantaneamente imerso no seu mundo de flagrantes perfeitos. Há uma história (lenda, talvez) de alguém que pediu que Cartier-Bresson o retratasse. Cartier sentou-se de frente a tal pessoa, olhou para o fulano por uns bons 20 minutos, e, de repente, bateu uma única foto. Levantou-se e foi embora, sem nada dizer.

Conheci Cartier-Bresson na faculdade, por um professor entusiasta de seu trabalho, e o admiro muito. Pelo mesmo professor, conheci Jan Saudek, outro fotógrafo de que gosto bastante, mas esse aí já é outra história...

Guará Matos disse...

Belas imagens de arte perfeita.
Show!
Bjs.
____
Olá amiga, deixou de se minha amiga....apareça.
"Amigo é coisa pra se guardar....".

Jana Barreto disse...

Opa! Mais um post sobre fotografia... Mas não vou mentir... Não fui com a cara desse fotografo não... Ignorância, minha? rs Sei lá, muito estranhas as fotos, eu achei.

Bom, e deixa disso, teus posts são exelentes! Interessantes que adicionam cultura as nossas cabecinhas. ^^

Obrigada pela visita, querida.
Beijão =*

Paula disse...

Poxa, Bárbara, que bacana esse post, parabéns!
Bjos,
Paulinha