domingo, 21 de fevereiro de 2010

10 volumes depois...

Esse mês eu comprei o décimo e último volume de Sunadokei. Eu não comento muito sobre mangás aqui no blog, mas é algo que eu gosto e esse apreço surgiu lá no início da adolescência quando todo mundo está a caça de um estilo. Não tenho um estilo definido até hoje, não leio mais mangás pela internet e nem assisto muitos animes, mas quando surge um título que me agrada no mercado e eu tenho dinheiro, resolvo colecionar.
Mangá acho que todo mundo já ouviu falar, são os quadrinhos japoneses. Assim como a literatura tem suas divisões em romance, ficção, aventura, etc., o mangá tem separações em títulos para meninos, mulheres, crianças e o chamado shoujo, os mangás para meninas. Isso não significa que um não leia o mangá do outro, cada um lê o que quer e gosta, independente do gênero. Quem quiser conhecer um pouco mais dos títulos shoujo, recomendo o Shoujo Café, um blog bastante completo e ótimo para quem quer saber sobre o assunto.
Voltando, Sunadokei é um mangá shoujo de Hinako Ashihara que terminou em 2005; no início de 2008 a série foi anunciada aqui no Brasil e começou a ser publicada bimestralmente pela editora Panini. A história centra-se em Ann, uma menina de 12 anos que saiu de Tóquio com a mãe para morar em Shimane, uma pequena cidade do interior. Lá ela se sente perdida com o novo ambiente, mas logo conhece Daigo, um garoto da região que, apesar dos contratempos do primeiro encontro, acaba tornando-se seu amigo para toda a vida. Também cria vínculos com Fuji e Shiika, irmãos e filhos de uma família abastada e conservadora da cidadezinha.
A trama parece bem simples e sem graça se resumida desse jeito, mas a mangaká não ficou parada na superficialidade. Os 10 volumes percorrem toda a adolescência e parte da vida adulta de Ann e seus amigos e parentes e nenhum personagem sai da história sem você se emocionar ou se identificar um pouco com ele. Os "altos e baixos da vida" estão lá, com todos os detalhes, todas as dificuldades, toda a alegria e todas as dúvidas.
Desde o início, com os quatro personagens principais eu tive relações controversas: sentia pena da protagonista, não gostava do Daigo, sentia uma simpatia pela Shiika e amava o Fuji. Agora, praticamente dois anos depois de conhecê-los, "nosso" relacionamento passou pelas mais diferentes brigas e amores e, em algum ponto de suas trajetórias, eu consigo me encontrar neles.
Ora, não é qualquer um que consegue criar histórias de vida que cresçam contigo e façam você criar laços com os personagens. Sunadokei consegue, a nem tão conhecida Hinako Ashihara conseguiu e, "só" por isso, já valeu a pena comentar sobre a série nesse pequeno blog.

6 comentários:

Anna disse...

Nunca me interessei muito por mangás. Na verdade, sempre tive uma implicância gratuita. Quando foi aquele boom do Nana até tive vontade de começar a ler, mas logo desencanei, porque aqui é difícil de encontrar, e ach ler pela internet muito sem graça.
beijos

Bruna disse...

Tenho vontade de ler alguns mangás mas nunca nem comprei, qualquer dia eu compro 8) Nana é muito comentado, talvez eu comece por esse.
bjs

Natália disse...

Bem que tu poderia comentar mais sobre as tuas paixões, como o mangá. Beijo

Chica disse...

Vendo teu entusiasmo até pode ser que vá conhecer de perto esses mangás.beijos,chica

Jana Barreto disse...

tbm nunca me interessei por mangás, meu negócio era gibi da Magali. rs
mas os desenhos japoneses não lindos. pensava que mangás só saiam assim em volumes pequenos como os gibis brasileiros. mas pelo que vi, são quase como séries, se é que não são.
achei engraçado quando vc disse 'nosso relacionamento'. é muito bom ler alguma coisa e se sentr quase dentro desse universos, sou bem assim ;D
Beijos!

James Pimentel disse...

Você sempre dando uma de colunista opinitiva kkkkkk [gosto muito do seu trabalho]
Confesso que até gostei de animes, mas eles são muito sinistros. Pode parecer preconceito da minha parte, mas tem muita coisa demoniaca, daí eu evito assistir.. mas gostei da resenha, bjs! Volte sempre ao meu cafoblog.