quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reconstruindo o teatro (parte I)

Segundo semestre de jornalismo. Surge uma disciplina chamada "Técnicas de reportagem, entrevista e pesquisa" que envolve um jornal laboratório. Logo no primeiro mês o professor exige no mínimo três pautas para a semana seguinte. Levei todas, mas só lembro de uma, aquela que eu mais gostava e que foi escolhida: a importância do Teatro Cultura Artística.
Você que não mora em São Paulo, talvez não o conheça; aliás, até você, paulistano, pode nunca ter ouvido falar deste ponto cultural. E eu passo todo sábado em frente aquele espaço com um mosaico de DiCavalcanti, estou sempre nas proximidades, a universidade nem é longe de lá, e meus colegas não tinham ouvido falar do Cultura Artística. Tudo bem se fosse só um teatro, mas eu realmente me emocionei com o dia em que liguei a televisão e vi as imagens do incêndio que destruiu toda a estrutura do espaço.
Disse ao professor que eu queria escrever sobre o teatro. Ele aceitou e completou: "Mas você consegue falar com os arquitetos, diretores, e etc?" Confesso, o medo bateu. Era a primeira matéria séria, em que eu sabia nada, além do básico, e não tinha um contato de imediato. Respondi com uma tremenda dúvida e, talvez, por isso ele tenha logo depois dito: "Então tá, você faz essa matéria".
No mesmo dia cheguei afobada em casa, tropeçando nas palavras ao explicar a história aos meus pais e, ao mesmo tempo, totalmente entusiasmada e curiosa para saber o máximo possível sobre o Cultura Artística.

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Não, eu não conversei com nenhum traficante, presidente, famoso; mas foi a primeira matéria que me deu "trabalho" e por isso estava com vontade de contar a história a vocês. Segundo semestre, ok, eu não era uma profissional (e nem o sou ainda). Quando terminar essas desventuras, coloco a matéria online para todos lerem.

5 comentários:

Ana Lu disse...

Ah, esses dias nosso professor de técnicas de entrevista, reportagem e redação nos pediu uma pauta com o tema mães. Foi tranquilo, mas mesmo assim foi a primeira que sentei sozinha pra correr atrás de fonte, hahaha.
E na maior cara-de-pau, pedindo pra dar entrevista.. Enfim, o tema é bem leve, foi fácil de conseguir, mas foi a primeira 'busca'
hahaha.
Beijoss

ligadona disse...

Sorte a sua porque a primeira matéria que eu tive que fazer nesse disciplina foi fazer uma cobertura total dos projetos para o Rio 2016, quando não tinha nenhuma informação e o Rio nem tinha sido escolhido para sediar as Olimpíadas ainda..rsrsrs...
=1

Umrae disse...

Esses projetos que dão mais trabalho e mais nos desesperam são os mais legais, e os que a gente mais lembra pro resto da vida. Deve ter sido muito legal mesmo.

E quanto à Capricho, hoje tem crianças de 8, 9 anos lendo (no meu tempo líamos com 11, 12 anos de enxeridas, e as mães ficavam loucas da vida, porque era revista para meninas de 14,15,16) . Ela está atingindo um público cada vez mais jovem, é fato, porque as crianças de hoje querem ser não adultas, mas adolescentes logo (o que, na cabeça delas, significa algo próximo a muita liberdade, o mercado inteiro voltado a elas e poucas obrigações e responsabilidades pesadas).
As meninas que estão se revoltando tem em média 15 anos, realmente já são adolescentes propriamente ditas, não pré-adolescentes, portanto dentro da definição que você colocou.
Mas o que eu realmente não entendo, pelas reclamações delas, que dizem que antes tinham conteúdo variado e colunistas melhores, é se realmente existe esse vai-e-vem de posicionamento ou se é só impressão nossa.

Bjos

Anna disse...

Nossa, Bárbara, imagino que dava dar um medão, um frio na barriga, mas também deve ser muito legal fazer uma matéria por conta própria. Né?
COloque o desenrolar dessa história!
Beijos

Doce Nostalgia disse...

Ainn que legal *-*
Deve dá mesmo um nervoso, mais é super interresante isso!!!!

Beijos moça =*