quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Dia do Curinga (Jostein Gaarder)

No final do ano passado eu li O Mundo de Sofia, obra do norueguês Jostein Gaarder, e me apaixonei pela história que toma rumos tão diferentes e estranhos, ao mesmo tempo em que faz pensar sobre o mundo através de um olhar filosófico. Fascinada como estava resolvi que leria outras obras do autor.
Este mês li O Dia do Curinga que conta a trajetória de Hans-Thomas, junto com seu pai, a procura da esposa/mãe que "tenta se entender" em Atenas. Durante a viagem o menino é presenteado por um anão e por um padeiro, recebendo uma lupa e um pequeno livro com uma história cheia de mistérios.
Desde o início eu achei este livro muito parecido com O Mundo de Sofia, o best-seller que projetou Gaarder internacionalmente. Os protagonistas estão na mesma faixa etária (Hans tem 12 anos, Sofia tem 14), ambos tem proximidade com somente um dos pais, as duas crianças encontram textos estranhos e tem um mestre de filosofia sempre por perto (no caso do menino, o próprio pai é esse tutor). Ao contrário do que eu imaginava, O Dia do Curinga foi publicado primeiro, ou seja, na verdade é Sofia que se "apropriou" de valores de Hans.
Ainda assim, este é um livro instigante, não só pelo seu lado filosófico e esse encanto que faz o leitor analisar sua existência em um universo tão grande e cheio de possibilidades, mas também pela própria história que cria - muito bem - um enredo cheio de segredos em que você aos poucos vai desfazendo os nós para, finalmente, chegar ao criativo desfecho. Esta obra enfoca a discussão sobre a existência do ser humano, as clássicas perguntas "quem sou eu? Para onde eu vou? De onde eu vim?".
Realmente espero que esses tópicos parecidos entre as duas obras seja apenas um resultado da proximidade em que foram escritas (O Mundo de Sofia logo no ano seguinte a O Dia do Curinga), pois Jostein Gaarder mostra-se, mais uma vez, maravilhoso para fazer as pessoas filosofarem e fugirem da realidade e o autor continua com seus méritos por instigar a curiosidade e o ato de pensar. E eu ainda espero encontrá-lo em Agosto, aqui na Bienal do Livro.

3 comentários:

Doce Nostalgia disse...

Bem diferente do genero de livro que costumo ler, mais parece muito interresante mesmo *-*

Beijos amoreee!
Otima semana!

Elaine disse...

Li "O mundo de Sofia" aos 15 anos (como, aliás, era moda na minha época fazer). Talvez esse livro tenha sido o grande responsável pelo meu desapontamento com o curso de Filosofia Geral que tive na faculdade: eu esperando altas discussões interessantes, como as que haviam no livro, e fui ter logo um "robô" como professor.

Tenho curiosidade de ler "Dia do curinga", mas a pilha de livros está mesmo assustadora. Bjs!

Tucha disse...

Li o Mundo de Sofia junto com minha filha adolescente p q discutissemos e refletissemos sobre temas filosoficos, foi um experiência interessante.