domingo, 29 de agosto de 2010

I'm not gonna write you a love song

Houve uma época em que eu assistia aquelas horas da MTV em que só passam clipes, um atrás do outro. Confesso que a grande maioria eu nem gostava muito, mas ainda assim continuava vendo na esperança de encontrar algo bom. E esse dia chegou, eu assisti ao clipe dessa música:

Foi paixão a primeira vista por esse piano, por essas cores, pela música, pela cantora: Sara Bareilles. Ela nasceu em 1979, na Califórnia, e lançou seu primeiro CD em 2003, Careful Confessions. Só em 2007 Sara fez sucesso com Little Voice, com o single Love Song, a música do video acima. Em 2008 veio Live at the Fillmore, com performances de músicas já gravadas, mas nas versões que sairam no DVD (lindo) com o mesmo nome. No dia 07 de Setembro sai Kaleidoscope Heart, cujo primeiro single, King of Anything, já mostra que o que vem por aí é muito bom.
Podem não concordar comigo, mas para mim o estilo da Sara Bareilles é um "Norah Jones animadinho". Os sons dos instrumentos e os acordes harmonizam e criam um ambiente para a música, uma sensação de calma e conforto que embala as letras que contam histórias. Vale a pena prestar atenção em Fairytale só pelas brincadeiras com contos de fadas e os casamentos "finais felizes" que não deram tão certo:

E o que me fez escrever essa postagem? Os covers. Covers que não são simplesmente "recantar" uma música utilizando os mesmos acordes e ritmo, são versões novas com o estilo da cantora incrustado nas canções já conhecidas. Depois de Umbrella, eu me deparo com Single Ladies em um espírito jazzístico:

Para terminar, eu só posso dizer uma coisa sobre a música da Sara Bareilles: "Love, you're all I ever could need":

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Só daqui dois anos...

Nos idos anos 2000, eu ainda tinha a oportunidade de participar de excursões da escola. Estava na quarta série e a classe iria visitar a Bienal do Livro, a primeira grande feira para a qual eu iria sozinha e controlaria o dinheiro dado pelos meus pais, escolhendo as melhores compras e contando as moedinhas para poder levar cada vez mais livros. Desde então, comecei a desejar que dois anos passassem mais rápido: visitei a Bienal com o meu pai, com a família inteira, no Centro de Exposições Imigrantes, no Anhembi, tomando o ônibus do Terminal Tietê, indo de carro. Não fazia muitas compras, mas pegava todos os folders e sacolinhas que minha mão pudesse carregar, babava em cima de inúmeros lançamentos, cansava as pernas depois de circular todos os corredores. Esse ano pratiquei a proeza de visitar o evento QUATRO vezes.
Não sei se a Bienal em si estimula a leitura, mas pelo menos cria um programa interessante para o final de semana a tarde das famílias paulistanas que querem fugir do passeio "shopping-cinema". Muita gente sai com sacolinhas e espero mesmo que eles leiam tudo o que compraram e ainda mais (e não fiquem só com os "mangás" da Turma da Mônica Jovem que infestaram o pavilhão neste ano). Durante a semana, o evento - como é normal - estava cheio de crianças e adolescentes em seus uniformes azuis. A grande atração, aparentemente, foi o cartaz do Justin Bieber no qual muitas meninas se penduravam para tirar foto.
No fim de semana o evento estava LOTADO, principalmente no começo da noite. Os ambientes para alimentação estavam bem complicados (preço, acomodação), mas, ao que parece, a organização não esperava todo esse público. Em 2012 imagino que melhorarão estes detalhes.Minhas compras foram somente estes dois exemplares. O primeiro foi Qual é a tua obra?, de Mário Sérgio Cortella, que eu já tinha lido e comentado aqui no blog. Agora eu tenho o livro e está autografado! O segundo foi o pocket em inglês de Persuasão, da Jane Austen.Finalizando, a Bienal do Livro deste ano foi como o esperado: com alguns problemas por causa da lotação e a falta de infra-estrutura, mas nada que não possa ser resolvido para as próximas vezes. Destaco os vários convidados e ambientes que a feira teve, o que foi o grande diferencial desta edição de 2010, a variedade de títulos e editoras, e, claro, o espaço digital que me deu a chance de mexer em um e-book (mesmo que tenha sido o mais simples e eu não tenha achado tanta graça assim).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger)

Filmes "sessão da tarde" já contaram essa história muito bem e várias vezes: um jovem tem uns dias livres, longe dos olhares dos pais e dos professores, e essa é a chance dele fazer o que sempre quis. Se a trama parece conhecida, durante a década de 50 deve ter causado certa bagunça.
O Apanhador no Campo de Centeio foi escrito por J. D. Salinger, escritor de poucas obras e que morreu solitário neste ano. O livro conta a história de Holden Caulfield, um adolescente de 17 anos prestes a ser reprovado em quase todas as matérias e expulso do internato masculino onde mora. O rapaz decidi fugir durante um fim de semana antes de ter que encarar os pais com a notícia e, nesses poucos dias, vive da maneira que deseja, tomando conta de suas próprias atitudes.
A história não passa disso e as reflexões de Holden também não são excepcionais. O protagonista, na verdade, lembra muito o personagem de James Dean em Juventude Transviada: um rapaz normal e que está em mudança, mas vivendo em um mundo estagnado; eles não querem o mal, nem mesmo querem viver de maneira louca e abestalhada, os dois jovens só querem entender suas próprias mentes e, dessa forma, visualizar um futuro possível e que lhes agrade.
O livro causou burburinho por retratar a mente do jovem - uma figura que tinha poder nenhum de argumentação na sociedade - e pela a linguagem escolhida por Salinger que se aproxima do público através do uso de gírias e palavrões (vocabulário enquadrado para a época, ou seja, a linguagem é parecida com a de um filme do horário da tarde, nada que vá te assustar).
O Apanhador no Campo de Centeio é um livro voltado para os jovens ou qualquer um que esteja precisando daquela pausa para pensar na vida e no próximo passo a tomar; é uma fuga assim como foi na vida de Holden Caulfield.
Tem horas que fico chateado quando alguém vem dizer para me comportar como um rapaz da minha idade. Outras vezes, me comporto como se fosse bem mais velho - no duro - mas aí ninguém repara. Ninguém nunca repara em coisa nenhuma.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Só as crianças entendem

- A sua fala na peça é a seguinte: "Eu sou o juiz!"
- Eu sou o juiz! - repetiu a menina.
- "E não tenho mais nada a declarar!"
- E não tenho mais nada a... de-claaa-rar! - disse ela com certa dificuldade.
Percebo a expressão de estranheza e, entendendo quase tudo, pergunto:
- Você sabe o que é "declarar"?
- Não.
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Após uma longa aula de 15 minutos - para crianças de 5 anos isso é quase uma década (se eles soubessem que é possível viver uma década...) - eu, na minha inocência, viro para eles e pergunto:
- Alguém tem alguma dúvida?
Uma mãozinha se levanta no fundo da classe:
- Eu quero fazer uma pergunta.
-Pode falar.
- O que é "dúvida"?

E nessa hora eu realmente não tinha "mais nada a declarar".

Obrigada a todos pelos comentários e opiniões na postagem anterior sobre o layout do blog. Espero visitar cada blogueiro ainda neste fim de semana.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

De Alice para Calvin

Eu tinha prometido que esperaria até o blog completar dois anos. Não consegui. Eu poderia esperar menos de duas semanas até o meu aniversário. Não consegui. Pelo menos esperei até hoje.
Se não fosse a preguiça, Alice já teria saído do topo há um tempo, porque eu enjoo rápido dos meus layouts, mas me contenho já que minha idade não permite modificar designs toda semana. Esse descaso passou quando eu descobri que não precisaria correr atrás de códigos e tutoriais: eu vi o futuro e ele parece com o designer do blogger; permite dividir e mudar o tamanho das colunas, melhorar o background, criar páginas, tudo isso por muito pouco (porque eles, graças a Deus, ainda não cobram por essa praticidade).
O único problema era escolher a imagem do banner, porque eu tinha que fazer alguma coisa nesse layout. Cacei imagens em todos os lugares, reclamei no twitter, meu amigo da faculdade reclamou junto comigo, até eu desistir e procurar nas imagens que eu tinha no meu computador mesmo. Por estranho que pareça, sensibilizei-me por esse abraço do Calvin e do Haroldo e em um espasmo de "criatividade" - nem tanta - coloquei a tirinha atrás. Para ficar mais bonitinho é só me dar um tempo para eu me acostumar com esse fundo cinza.
Como o blog sem a visita de vocês seria só um monte de textos, comentem, por favor, o que acharam do layout, se tem algum defeito terrível ou qualidade maravilhosa. O Biscoito & Bolo também é de vocês e espero que tenham gostado do look que ele adquiriu.