terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Princesas ontem, hoje e felizes para sempre

Entre muitas coisas, uma das maiores lembranças que eu tenho da minha infância é a Branca de Neve cantando, meio pendurada no poço do castelo, quando, de repente, chega o Príncipe Encantado e eles se olham pela primeira vez para depois só se reencontrarem no final do filme. Outra lembrança, essa nem tão boa, é a assustadora transformação da madrasta em mendiga de olhos esbugalhados e verruga no nariz, até hoje quando eu vejo a cara da bruxa com a maçã eu sinto um arrepio.


Branca de Neve e os sete anões foi lançado em 1937 (!) e eu, que nasci mais de 50 anos depois, posso dizer que essa princesa marcou a minha vida até o VHS ficar gasto. Isso não me fez ficar esperando pelo príncipe, não me ensinou a conversar com animais e nem a encontrar sete amigos baixinhos, mas alguma coisa de toda aquela inocência deve ter influenciado nas brincadeiras do passado.
Até uns tempos atrás a Disney parou de produzir princesas, mostrando, talvez, que os tempos tinham mudado e essa história já não rendia o bastante. Mas essa magia retornou com Encantada, em 2007, quando as moças voltaram com nova roupagem: mais independentes, extrovertidas e mais reais.


Enrolados, lançado este ano, traz essa princesa que não quer te conquistar pela timidez, mas pelo carisma, pelo brilho que só essa Rapunzel possui. Ela canta, brinca, dança, diverte-se e não está procurando um príncipe, o amor simplesmente acaba esbarrando na vida dela. Enrolados é o conto de fadas feito para marcar a infância de hoje, com todos os itens necessários em uma boa história, com os elementos de um conto de princesa, com músicas marcantes para cantar junto (Alan Menken, te amo) e, de quebra, uma animação extraordinária com cabelos dourados e lanternas e uma paleta de cores recheada de roxos e amarelos. O conto de fadas perfeito para você criar uma lembrança bem bonita na criança (ou adulto) mais próximo.



Lembrando que o roteiro desta Rapunzel é diferente do original, como a Disney costuma fazer para deixar a história com um final feliz (não que isso seja ruim, pelo contrário). Para o conto original, até onde eu me lembro de outra memória da infância, a versão mais próxima é essa do programa Conto de Fadas que passava na TV Cultura (desenterrei). Ou tem uma ótima postagem sobre o filme no blog Shoujo Café explicando detalhes da história.

PS: Vamos combinar, a única dificuldade desse filme é você aguentar a voz do Luciano Huck e não achar que a qualquer momento ele pode anunciar o Lata Velha.