quinta-feira, 28 de julho de 2011

Acontecimentos geniais da semana

Entro no ônibus.
Tudo normal.
Pego o cartão para passar a catraca.
Uma mulher tira uma cabeça da bolsa.










Sim, uma mulher tira uma cabeça da bolsa.










Quando eu olhei de relance, levei um susto. Repito: Uma mulher tirou uma cabeça da bolsa. No ônibus. O senhor ao lado dela nem ligou e eu lá, chocada, porque a mulher tirou uma cabeça da bolsa. Lógico que ela começou a fazer uma trança no cabelo da cabeça, mas não deixa de ser estranho (ou eu que sou muito conservadora e tirar cabeças da bolsa hoje em dia é normal?)

Se alguém que lê esse blog já fez curso de cabeleireiro me explique: vocês precisam levar suas próprias cabeças para a aula? Vocês entenderam: não as SUAS cabeças, mas uma cabeça solta, dessas que guarda na bolsa e tira dentro do ônibus para fazer tranças.
Espero as respostas.

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Pergunta da semana: o que faz um velhinho sair de casa para pilotar uma moto usando a camiseta com o símbolo do Lanterna Verde?

Essa inquietação não me deixa desde que presenciei essa cena na rua. Também espero respostas convenientes a questão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Só fica mais difícil

Há dois anos eu participei da blogagem coletiva Solta o Som promovida pelo Fio de Ariadne. Meu gosto musical era o mais estranho possível e, confesso, a mistura só aumentou. Várias músicas daquela época já saíram dos meus favoritos, outras continuam em doses menores e várias entraram depois.
Com a internet eu passei a baixar diferentes álbuns, procurar por novas versões de uma mesma música e, com certeza, a tendência dessa lista é só crescer cada vez mais. Para fazer parte novamente dessa blogagem, selecionei algumas faixas que tem repetido no meu MP4 (o mesmo de dois anos atrás) e que expressam mais estilos do que cantores/músicas específicas. Provavelmente a lista já estará bem diferente daqui algumas semanas:

Adele (Rolling in the Deep)


Sara Bareilles (Gonna Get Over You)


Mel Tormé (Comin' home)


G. Ph. Telemann (Suite em la menor)


E deixei por último a música que entra nas lista das mais lindas de todos os tempos, na minha opinião:
Rachmaninoff - Concerto nº2 para Piano, 1º movimento
(desligue tudo e ouça com atenção)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Já fiz isso algumas vezes, mas nunca tão extremo. Já pedi várias desculpas, mas sei que isso não muda as consequências. Já tentei escrever várias vezes, mas não estava funcionando. Estou falando desse blog e desse hiatus não comunicado de dois meses.
Mais uma vez peço desculpas por ter deixado de escrever por aqui, é um desrespeito com vocês que acompanham o Biscoito & Bolo e sei que no meio do caminho perdi vários leitores por causa disso. Não os culpo porque eu também sou blogueira e leitora de blogs e já desisti de outros espaços por não terem uma freqüência com as postagens.
Estou mudando as maneiras de postar, o planejamento e espero não deixar o blog vazio por tanto tempo. Se você aguentou com paciência, eu agradeço e peço que continue a acompanhar meus textos, começando pela nova postagem abaixo. Obrigada!

Direitos tecnológicos

Resolvi tomar vergonha na cara e imprimir algumas fotos que estavam armazenadas no computador. Fui direto para uma daquelas máquinas que entregam a imagem na hora, uma funcionária quis agilizar o trabalho e sugeriu ajuda. Nisso nem olhei as imagens antes de imprimir, e, enquanto esperava, um senhor ao meu lado me chamava para uma conversa.

- Você está imprimindo fotos?

Colocando esse diálogo por escrito eu penso em várias respostas sarcásticas, mas isso seria uma grosseria na vida real e portanto expliquei para o senhor que, sim, estava imprimindo fotos.

- Puxa, você tirou com a câmera digital? E trouxe como?

- Passei as imagens da câmera para esse pen drive e imprimi. – eu sou paciente com velhinhos que tem interesse em aprender.

O senhor ficou tão impressionado que até chamou a colega ao seu lado para contar a novidade. A mulher nos ignorou e estava mais interessada em duvidar da honestidade do funcionário acusando-o de ter feito menos calendários do que ela havia pedido.

- O que é a tecnologia, não?! – continuou o homem – Daqui um tempo não vamos precisar nem de funcionários, serão só robôs nos atendendo. E vai ser mais fácil: se eles falarem “não vou fazer isso”, você diz “Ah é, então EU VOU TE DESLIGAR” e o robô vira e “não, não, espera um pouco, eu ajudo”. Hahahahaha.

Imaginei uma sociedade cheia de robôs assustados já que eles podem ser desligados a qualquer momento (e re-ligados no instante seguinte). Isso poderia ser tratado como crime, desligar um robô seria um atentado a vida da máquina, delitos assim seriam destinados a cadeira elétrica, já que o simples robô está lá simplesmente para cumprir sua função: “Isto fica feliz em ser útil”, eles responderiam assim como em O Homem Bicentenário. Isaac Asimov seria principal literatura no curso de Direito Robótico.

O senhor foi convocado por sua colega dos calendários e eu dei uma olhada nas fotos impressas. Por causa da pressa da atendente em imprimir as imagens, sem deixar eu dar uma olhada no enquadramento, a cabeça de um dos meus amigos foi cortada para fora da fotografia. Tenho certeza que um robô não cometeria esse erro, ou eu ameaçaria desligá-lo.