segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Efeitos colaterais do sono

(Teste realizado no dia 03 de Agosto)

TESTE 1: Chegar no horário (7h30) na faculdade

Obstáculos: Primeiro dia de aula do último ano

A cobaia, também conhecida como Bárbara, sai de casa faltando cinco minutos para as 7h e espera para tomar o ônibus. O primeiro que passa está muito lotado, então ela olha no relógio: “São 7h10, posso esperar um ônibus mais vazio”.

Ela precisa chegar às 7h30 na faculdade.

A cobaia se prepara para subir no ônibus e olha novamente para o horário: “São 7h20, ainda faltam 40 minutos para a aula, tenho tempo”. A cobaia cogita até mudar o horário do ônibus, já que ela não se lembra porque saia de casa tão cedo.

Relembrando, ela precisa chegar às 7h30 na faculdade.

A cobaia está sentada no ônibus e olha o relógio pela última vez naquele período. São 7h40.
A cobaia acorda para o engano: “EU ENTRO ÁS 7H30 NA FACULDADE, NÃO ÁS 8H! O QUE EU ESTOU FAZENDO?!” É tarde demais para saltar do ônibus e sair correndo em direção a faculdade.

CONCLUSÕES: o sono pode fazer com que você confunda o seu horário de entrada da faculdade mesmo que ele seja o mesmo há três anos. Não se preocupe, ainda tem um ano para você chegar ás 7h30, mas vai continuar com sono.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aplausos para "Orgulho e Preconceito"


Quando estava para entrar na plateia do Teatro Cultura Inglesa, em São Paulo, para assistir Orgulho e Preconceito, cogitei o quanto emocionada ficaria quando a peça começasse. Não imaginava que assim que o casal Bennet entrasse conversando sobre o futuro de suas cinco filhas eu teria uma lágrima escondida no canto do olho. Lágrima não de tristeza, mas de pura emoção por ver a história de Elizabeth e Darcy se desenvolvendo ali na minha frente.

Produção do grupo Fora de Foco, Orgulho e Preconceito traduz o universo desse clássico da Jane Austen com delicadeza e humor, atraindo tanto as já aficionadas fãs da obra como aqueles que a desconhecem. O elenco é, em sua maioria, bastante jovem e amadurecendo na carreira e trazem com perfeição os personagens, interpretando-os como sempre os imaginamos.

É perceptível que a peça não se prendeu somente ao livro, mas visitou outras adaptações de Orgulho e Preconceito. Desde os figurinos – lindíssimos! – até a trilha sonora trazem elementos tanto da série da BBC de 1995 quanto do filme de 2005, pontos que traduzem o esforço com que eles pesquisaram e procuraram referências para a produção. Também não esperava ver os bailes sendo tão lindamente coreografados ali no palco.



O texto modifica na medida certa aqueles diálogos que poderiam causar dificuldade de entendimento durante a peça. Achei ótimo terem mantido referências à época e aos costumes (como a hierarquia, as restrições a certos direitos as mulheres, etc.) e não dar destaque só ao romance, afinal, Jane Austen oferece muito mais que somente uma história de amor.

Infelizmente, Orgulho e Preconceito encerrou sua temporada no último fim de semana. Torço para que eles retornem para São Paulo ou outras cidades do país. Eu assistiria novamente e tenho certeza que não faltam Janeites para apreciar esse espetáculo.
(Maiores informações e fotos no Jane Austen em Português)